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Incêndio em contêineres

Idosa morre após inalar fumaça tóxica em Guarujá

Agência Brasil
19 jan 2016 às 15:42

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A idosa Leia Magalhães de Maria, de 68 anos, que morava no bairro Sítio Paecara, no distrito de Vicente de Carvalho (Guarujá), morreu na última segunda-feira (18), em Jundiaí (SP). Ela foi uma das pessoas que inalaram a fumaça tóxica produzida pelo incêndio em contêineres com produtos químicos, ocorrido na quinta-feira (14). A fumaça se espalhou para quatro cidades: Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá. Pelo menos 175 pessoas precisaram ser medicadas. O fogo só foi controlado na madrugada de sábado (16).

Leia Magalhães de Maria foi atendida com náuseas, vômito e asfixia em um hospital de Guarujá e liberada. Um de seus filhos a levou para Jundiaí, no interior de São Paulo, cidade onde ele mora. Com os mesmos sintomas, a aposentada foi encaminhada para o Hospital das Pitangueiras.

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De acordo com a Secretaria de Saúde de Jundiaí, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município foi acionado e ela se queixava de vômito persistente há quatro dias. "Ela apresentava quadro instável e foi encaminhada para o Hospital Pitangueiras (Sobam), instituição particular, onde faleceu", diz a secretaria por meio de nota.


A Secretaria de Saúde de Jundiaí disse ainda que segundo o laudo emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML), a causa da morte declarada no atestado de óbito foi insuficiência respiratória, pneumonite química e inalação de fuligem e gases tóxicos.


A empresa Localfrio, responsável pelos contêineres incendiados, informou que ainda não foi comunicada oficialmente sobre a morte da idosa e que está apurando os fatos. A prefeitura de Guarujá também disse que estava apurando o assunto.


Penalidades


Na segunda-feira (18), a prefeitura de Guarujá informou que espera receber os primeiros laudos de vistorias do local do incêndio até sexta-feira. A partir daí começará a avaliar os documentos para começar a indicar penalidades e definir ações futuras. Um boletim de ocorrência foi registrado para que a Polícia Científica dê rapidez aos laudos técnicos.

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Órgãos como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Corpo de Bombeiros também deverão ajudar a elaborar os relatórios.


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