27/10/20
PUBLICIDADE
Mais brilhante que a lua

Meteoro visto no Sul do Brasil foi causado por fenômeno usual

Reprodução
Reprodução


Um meteoro super luminoso penetrou a atmosfera terrestre e cruzou o céu sobre os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina na madrugada desta quinta-feira (1º). Considerado usual por astrônomos profissionais, o fenômeno foi registrado por câmeras amadoras e divulgado pela Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), uma organização mantida por voluntários e colaboradores interessados no estudo dos astros e fenômenos celestes. As imagens captam o exato momento em que, por alguns segundos, a luz produzida pelo superbólido parece transformar a noite em dia.


De acordo com o astrônomo Marcelo De Cicco, o brilho intenso que costuma caracterizar os superbólidos é um fenômeno complexo, relacionado principalmente à velocidade com que os meteoroides rompem a atmosfera. Pesquisador do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), ligado ao Observatório Nacional e coordenador da Rede Exoss de Monitoramento de Meteoros, De Cicco trata o episódio como algo frequente.

"Todos os anos, entram na atmosfera terrestre cerca de 30 toneladas do que chamamos de meteoroides, que são pequenos pedaços de rochas capazes de gerar bólidos como este. A maior parte das vezes isto ocorre sobre o mar, já que a maior parte do globo é coberta por oceanos. Por isto não temos mais registros de casos como este”, disse o astrônomo à Agência Brasil.

"Em outubro de 2015, um superbólido extremamente brilhante cruzou a região oceânica do Rio de Janeiro, acordando muita gente no meio da madrugada. Foi um evento ainda mais intenso, mais crítico, mas sem a mesma repercussão, pois ainda não havia tantas câmeras captando imagens como as registradas ontem”, acrescentou De Cicco.

"Os superbólidos realmente brilham muito. Quando as pessoas veem imagens como estas, pensam que elas devem ter sido causadas por algo muito grande, do tamanho de um caminhão, mas não é. Em média, podemos dizer que são fragmentos de cerca de 100 quilos, no máximo 200 quilos, e que vão se fragmentando até quase se pulverizarem à medida que, na queda, enfrentam maior resistência da atmosfera”, acrescentou De Cicco, comentando que, até o início da tarde, os órgãos oficiais, como o Observatório Nacional, não tinham recebido relatos de que algum fragmento tenha atingido o solo.

"Como sempre, os caçadores de meteorito devem já estar atentos à corrida à caça ao tesouro”, comentou o astrônomo, se referindo aos grupos, de várias nacionalidades, que, no fim de agosto, acorreram ao sertão pernambucano à procura de resquícios minerais do material que caiu sobre a cidade de Santa Filomena (PE).

"Esperamos que isto não ocorra de novo. A gente recomenda que, caso alguém tenha visto ou encontre algum pedaço, entre em contato com uma universidade pública, federal ou estadual, para que o pessoal destas instituições possa acionar as autoridades devidas”, finalizou De Cicco.

Confira o momento em que o meteoro cortou os céus da cidade de Caxias do Sul:



O Portal Bonde não encontrou relatos sobre o meteoro no Paraná.
Agência Brasil/Alex Rodrigues
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Continue lendo
Série da Folha

Entenda as propostas de Marcelo Belinati para a Prefeitura de Londrina

27 OUT 2020 às 11h04
PR-170

Batida frontal entre carro e caminhão deixa homem em estado grave

27 OUT 2020 às 10h34
Triplo homicídio

Polícia confirma que assassino de Rafael Miguel fez RG falso em Jataizinho

27 OUT 2020 às 10h11
Tecnologia

Eleições municipais serão fiscalizadas por drones da Polícia Federal

27 OUT 2020 às 09h21
Judicialização

MPF questiona cancelamento da compra da Coronavac por Bolsonaro

27 OUT 2020 às 08h34
Veja a previsão

Terça-feira será de sol e poucas nuvens em Londrina

27 OUT 2020 às 08h29
Veja mais e a capa do canal
JORNAIS
Folha de Londrina
TELEVISÃO
MultiTV Cidades
OUTRAS EMPRESAS
Grafipress
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Bonde - Todos os direitos reservados