O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República informou que um militar morreu, no início da manhã desta quarta (10), atingido por "disparos de armas de fogo envolvendo pessoal da guarda" presidencial na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência. Segundo a nota, o militar chegou a ser atendido no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. O GSI informa que, além do inquérito policial, foi aberto um inquérito policial-militar, que será comandado pelo Exército.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do cabo Jeferson de Oliveira Santos do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, da Presidência da República. O cabo foi atingido por tiros por um soldado também da guarda presidencial. "O presidente lamenta profundamente o incidente", informou o porta-voz Marcelo Baumbach.
O incidente ocorreu por volta das 9h50 e o cabo chegou a ser encaminhado para o Hospital das Forças Armadas, mas faleceu por volta das 12h. O soldado responsável pelos disparos foi preso em flagrante e está à disposição da Justiça Militar.
A Polícia do Exército fez a perícia do local e foi instaurado Inquérito Policial Militar e também Inquérito Policial. O soldado não terá o nome revelado até que sejam definidos os encarregados dos inquéritos.
O crime ocorreu após uma discussão entre o cabo e o subordinado, de acordo com o chefe da guarda presidencial, coronel Gonçalves Dias.
A segurança na Granja do Torto é feita por um sargento, dois cabos e de 20 a 30 soldados, de acordo com informações do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.