Morreu ontem, aos 84 anos, no Hospital Copa D’Or, no Rio, o crítico de cinema Antonio Moniz Vianna. Ele estava internado há 15 dias com pneumonia e será enterrado às 13 horas de hoje no Cemitério São João Batista.
Nascido em Salvador em 1924, Vianna cresceu no Rio, onde estudou Medicina. Em 1946, aos 21 anos, estreou como crítico no Correio da Manhã, onde escreveu sobre cinema até 1973, ano da morte de seu ídolo, o diretor norte-americano John Ford. Vianna também foi diretor da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio, entre 1956 e 1965, e curador de mostras e festivais de cinema. Cerca de 90 de suas mais de 6 mil críticas foram publicadas no livro Um Filme por Dia: Crítica de Choque (1946-1973), publicado pela Companhia das Letras.
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Emocionada, sua filha Isadora afirmou que Vianna foi "o inventor da crítica" de cinema no País e "deixou uma geração de seguidores, como Sérgio Augusto, Ruy Castro e Paulo Perdigão".