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"Um dia de fúria"

Motoristas destróem radar com serra elétrica

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33
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Motoristas furiosos com o flagrante em alta velocidade e criminosos que se sentem "vigiados" pelos radares fixos espalhados por São Paulo depredaram três novos equipamentos neste ano. Na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, no Bairro de Pereira Barreto, zona norte, os aparelhos foram danificados duas vezes em menos de 30 dias. Em um dos ataques, vândalos cortaram o poste de sustentação do radar ao meio com uma serra elétrica.

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De acordo com funcionários da empresa Splice, que instalou os equipamentos, os casos de depredações e furtos concentram-se na periferia. Eles pediram o anonimato. "Certa vez, pegaram uma serra, daquelas Makita (serra elétrica circular), cortaram o poste e levaram o equipamento", disse um funcionário. Outra forma de eliminar a fiscalização é virar as lentes para o chão ou para o mato. Os empregados relatam também que recebem ameaça quando realizam a manutenção dos equipamentos.

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"Chegou um grupinho de garotos e disse: ‘Tio, é melhor o senhor sair daí, porque o pessoal não está gostando dessa coisa de câmera por esses lados. E não adianta arrumar que o povo vai quebrar tudo de novo’". A Companhia de Engenharia de Tráfego confirmou a depredação e as despesas de manutenção correm por conta da empresa Splice. Cada radar fixo custa R$ 80 mil. A CET e a Splice não informaram os números de equipamentos furtados ou depredados em 2008 e 2009.


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