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"Frente Povo Sem Medo"

Movimentos sociais vão lançar nova frente contra ajuste fiscal e impeachment

Agência Estado
06 out 2015 às 21:42

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Um grupo de 27 movimentos sociais, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e União Nacional dos Estudantes (UNE) vai lançar nesta quinta-feira, 8, a Frente Povo Sem Medo, cujos principais objetivos são contrapor a política econômica do governo Dilma Rousseff, combater a "ofensiva conservadora" nas ruas e no Congresso e, ao mesmo tempo, evitar "saídas à direita para a crise", entre elas o impeachment da presidente.

A nova frente fará sua estreia com uma série de manifestações no dia 8 de novembro. Ao contrário da Frente Brasil Popular, que estreou nas rua no último sábado, em um ato que teve presença popular abaixo da expectativa dos organizadores e tem o PT entre seus integrantes, a Frente Povo Sem Medo vetou a participação de partidos políticos. Além dos movimentos, a nova frente conta com apoio de artistas e intelectuais como o cartunista Laerte Coutinho, os escritores Frei Betto e Ferréz, o cientista político André Singer e parlamentares de esquerda como o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e o senador Linbergh Farias (PT-RJ).

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De acordo com Isa Pena, do movimento Rua - Juventude Anticapitalista, um dos objetivos é reconquistar setores da sociedade indignados com a situação do País que não tem ideologia conservadora mas tem engrossado os protestos contra o governo.


A nova frente surge com o discurso de unidade entre os diversos setores da esquerda, mas, embora rejeite o termo "racha", é formado em boa parte por grupos que se recusaram a participar da Frente Brasil Popular. O principal deles é o MTST, visto hoje como um dos movimentos de esquerda com maior capacidade de mobilização popular.


Contrário à política econômica que prevê atraso em investimentos do Minha Casa Minha Vida e defensor radical da independência dos movimentos em relação a partidos e governo, o MTST chegou a participar do ato contra o impeachment de Dilma realizado no dia 20 de agosto, mas se descolou da Frente Brasil Popular e criou a Frente Povo Sem Medo. Alguns movimentos que integram a Frente Brasil Popular como CUT e UNE se uniram também à nova corrente. Outros como Movimento dos Sem Teto (MST) e Central de Movimentos Populares (CMP), não.


Segundo Guilherme Boulos, coordenador do MTST, embora o manifesto de lançamento da frente não cite explicitamente o impeachment de Dilma, os grupos são contra o afastamento da presidente.


"Somos contra a saída à direita para a crise. Consideramos que o impeachment é uma saída à direita", disse Boulos.

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De acordo com os integrantes da frente, outros objetivos são propor uma terceira alternativa à polarização do debate sobre a política econômica e tentar atrair a militância espontânea de esquerda. No ato de estreia da Frente Brasil Popular, no último sábado, em São Paulo, a quase totalidade dos participantes era ligada a algum dos movimentos que organizaram a manifestação.


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