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No Rio de Janeiro

Mulher de morto é impedida de entrar em igreja

Agência Estado
25 mar 2013 às 19:08

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A mulher do agente da Defesa Civil Paulo Roberto Filgueiras, de 37 anos, que morreu durante o resgate de vítimas da enchente em Petrópolis, na região serrana do Rio, fez um desabafo na tarde desta segunda-feira, ao ser impedida de passar por uma entrada lateral da Catedral Metropolitana, onde será celebrada a missa de sétimo dia das 33 vítimas da tragédia.

Acompanhada pelo cunhado, Fábio, que usa cadeira de rodas, e a sogra, Edna, Jennifer Filgueiras tentou seguir por um caminho mais fácil, mas foi impedida por seguranças da Presidência da República. "Há um desrespeito total. Nós estamos de luto e somos barradas para entrar. O que é isso? O luto das famílias não interessa. Petrópolis caiu e o interessante é receber a presidente. E a família tem que fazer um escândalo para conseguir entrar na missa", desabafou Jennifer na porta lateral da igreja.

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Ela contou que estava perto de Paulo Roberto quando ele foi soterrado por um deslizamento, que derrubou um muro sobre o agente. "Ele morreu salvando pessoas e esqueceu de salvar a própria vida", lamentou. Jennifer disse que pretende continuar o trabalho do marido à frente da ONG Anjos da Serra, fundada há cinco anos.

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Marcada para as 17 horas, a missa só começou às 18h30, depois da chegada da presidente Dilma Rousseff.


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