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Mulher mais velha do Brasil completa 129 anos

Fernanda Borges - Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33

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Todo dia a rotina é a mesma: a mulher considerada a mais velha do Brasil acorda cedo, toma café com leite, come bolachas de polvilho e senta na varanda de sua casa para ouvir músicas evangélicas. Talvez a fé de dona Maria Olívia da Silva seja um dos fatores que contribuem para tanta lucidez e simpatia, que surgem no rosto velho e cansado que completou neste sábado (28) 129 anos de idade.

Apesar de não se lembrar ao certo quando o dia 28 de fevereiro chega, dona Maria se sente feliz em receber visitantes nessa época do ano. No seu RG a data de nascimento surpreende. De acordo com o documento, ela nasceu no milênio passado, mais precisamente em 1880.

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Uma festa simples, mas cheia de carinho, aconteceu ontem na casa da centenária, localizada no Distrito Rural de Içara, município de Astorga (80 km a Oeste de Londrina). Amigos e "irmãos" da igreja Congregação Cristã do Brasil são os que mais frequentam a casa da idosa, que se empolga com a presença da FOLHA um dia antes do aniversário, questionando: "Cadê o meu bolo?"


Dona Maria teve 14 filhos -10 naturais e quatro adotivos- porém só três estão vivos. O número de netos, bisnetos e tataranetos passa de 300. Contudo, a única referência familiar que lhe resta é um de seus filhos adotivos, Aparecido Honório da Silva, 58, que vive ao lado da mãe até hoje. "Tem um outro irmão meu que mora em Porecatu também que ela sempre pergunta dele. Às vezes ele aparece aqui, mas como não anda muito bem de saúde, acaba não vindo muito pra cá", comentou Aparecido.


Apesar da fragilidade e da dificuldade em ouvir e enxergar, dona Maria ainda tem forças pra sorrir quando consegue escutar o canto dos pássaros que sobrevoam a bananeira plantada no quintal de sua casa pela diarista Edina Pereira dos Santos, que ela chama carinhosamente de "Inês". "Ela me chamou assim na primeira vez e acabou ficando, acho que é porque é mais fácil pra ela falar", disse.

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Banana não pode faltar no cardápio das refeições da idosa, que não pesa mais que 30 quilos e prefere comer sem ajuda de ninguém. Ela também só termina as refeições com um grande copo de refrigerante. "Ela fica brava se não tem a bebida e também não gosta quando eu desfio o frango pra ela comer", comentou a diarista, que fica observando dona Maria até que termine o almoço, para que ela não se engasgue.


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