Os juízes da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal fazem uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira (30), em todo o Brasil, para reivindicar mais segurança no trabalho, recomposição das perdas salariais e melhores condições no trabalho.
Com a paralisação cerca de 20 mil audiências serão suspensas em todo o Brasil. No Paraná atualmente são 120 juízes federais e 220 juízes do Trabalho. Só na justiça do trabalho, a estimativa é que 90% tenham aderido ao movimento.
Segundo o presidente da Associação Paranaense de Juízes Federais (Apajufe), Anderson Furlan, no Paraná os magistrados devem comparecer aos tribunais, mas não realizam a maioria das audiências. Apenas casos urgentes, que envolvam perecimento de direitos, serão atendidos. As audiências previstas que não acontecerem serão remarcadas.
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O presidente da Amatra, Carlos Augusto Penteado Conte, disse que "essa é uma forma de mostrar à população os problemas que os magistrados passam e algumas reivindicações, como a garantia de integridade física e mental no trabalho". Não haverá, segundo ele, ato público como protesto.
A mobilização ocorre na Semana Nacional de Conciliação, que vai até a próxima sexta-feira. ''Pedimos desculpas aos trabalhadores e empresários que tinham audiências marcadas para esta quarta-feira em todo o Paraná, mas a categoria está mobilizada e querendo chamar a atenção para suas reivindicações. Não estamos pedindo um aumento salarial e sim uma recomposição", disse o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho do Paraná (Anamatra 9), Carlos Augusto Penteado Conte, em entrevista à Folha de Londrina.
Segundo Conte, nos últimos seis anos a inflação acumulada ficou em 31%, enquanto o resjuste da categoria foi de 9%. Os juízes ainda alertam para o sistema de saúde da classe, que não previne os agravos à saúde física e mental, nem prevê proteção previdenciária. Outra reivindicação refere-se à segurança dos magistrados.