A partir da semana que vem, mais de 5 mil médicos peritos da Previdência Social prometem paralisar suas atividades todas as quartas-feiras. A atividade foi aprovada durante assembléia geral extraordinária realizada nesta terça (9), em Brasília. A iniciativa é um protesto contra a publicação da Medida Provisória (MP) nº 441, editada pelo governo no último dia 29, que trata da reestruturação remuneratória da categoria.
Segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (Anmp), o movimento de paralisação pode se transformar em uma greve por tempo indeterminado caso o governo não atenda às reivindicações da categoria e reedite ou modifique o texto da MP. Com isso, 72 horas depois de avisarem o Ministério da Previdência da decisão, até 60% da categoria poderá deixar de atender os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a qualquer momento. Por dia, em todo o país, são realizadas cerca de 34 mil perícias.
A Anmp também quer aproveitar a mobilização para sensibilizar o governo para a necessidade da contratação de mais médicos para a função. Os médicos peritos são responsáveis por endossar casos de aposentadoria por invalidez e a concessão de benefícios como auxílio-doença, licença-maternidade e auxílio-acidente.
O Ministério da Previdência preferiu não se pronunciar sobre a possível paralisação.