A Justiça Federal recebeu na semana passada três denúncias do MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo contra 18 pessoas que integram grupos para promover o tráfico de mulheres brasileiras para abastecer o mercado de prostituição de alto luxo no Brasil e no exterior.
No processo criminal, além do tráfico internacional e interno de pessoas com fins de prostituição, os acusados deverão responder por tirar proveito de prostituição alheia, crime de quadrilha e favorecimento à prostituição.
Segundo a Procuradoria da República em São Paulo, seis grupos atuavam no esquema, sendo três deles no Brasil, onde ficava o núcleo central responsável pelo agenciamento e aliciamento das mulheres. As mulheres eram enviadas para os Estados Unidos, Caribe e França, onde ficavam os outros três grupos.
Book eletrônico
Segundo o MPF, as mulheres agenciadas pelas quadrilhas eram escolhidas pelos clientes mediante um book eletrônico com fotos das garotas de programa. As fotos ficavam em uma conta e-mail e eram disponibilizadas aos clientes por meio de senha.
No último dia 1° de agosto, a Polícia Federal desencadeou a operação Harém, em que prendeu 15 pessoas no Brasil e no exterior; todas elas constam da lista dos denunciados pelo MPF por envolvimento no esquema. As investigações foram iniciadas a partir do estado do Espírito Santo.