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Polícia diz que 3º suspeito de massacre é mentor do crime

Agência Estado
19 mar 2019 às 20:25

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Rovena Rosa/Agência Brasil
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O adolescente de 17 anos suspeito de participação no ataque a tiros na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, é considerado um dos mentores do massacre e uma pessoa "fria" pelos investigadores. O jovem foi levado para uma unidade da Fundação Casa na manhã desta terça (19), após a Justiça aceitar pedido de internação provisória.


Segundo o delegado titular da delegacia de Suzano, Alexandre Henrique Augusto Dias, os investigadores estão "convencidos" que o adolescente teria envolvimento no ataque e atuado no planejamento do crime. Documentos obtidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo" mostram que o rapaz trocou mensagens com professores e colegas logo após o ataque. Ao comentar o crime, afirma "nem cheguei a chorar", e ri. O delegado não comentou o conteúdo das mensagens.

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"Ele é uma pessoa fria, com toda a certeza", afirmou Dias. Segundo ele, as investigações indicam que o rapaz é um dos mentores do massacre junto do adolescente G.T.M., de 17 anos, acusado de liderar o ataque. "Ele foi mentor intelectual, comprou objetos que poderiam fazer ele participar do delito e teve participação junto dos autores na compra desses objetos."


De acordo com o promotor Rafael Ribeiro do Val, responsável pelo caso, o adolescente foi imputado pelo ato de participação em homicídio. O jovem ficará internado provisoriamente em uma unidade da Fundação Casa por 45 dias - prazo em que o Judiciário dará uma resposta sobre o processo.

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O promotor afirmou ainda que o Ministério Público investiga pessoas que tenham exaltado o atentado em Suzano pela internet. "Aqueles que tem exaltado atentados como em Columbine (EUA) e em Suzano estão sendo monitorados e serão responsabilizados, pois exaltação de um crime de forma pública é um crime", afirmou Rafael do Val. Os próximos passos da investigação miram como os autores do massacre obtiveram as armas utilizadas no crime.


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