Termina nesta quarta-feira (31), o prazo para a renovação do registro de armas de fogo na Polícia Federal (PF), com dispensa de taxas e testes psicotécnicos. O proprietário que se dirigir à Polícia Federal deve atentar para o horário de expediente, que se encerra às 14h, por causa do feriado de Ano Novo. Quem optar pela internet ganha mais seis horas, ou seja, até a meia-noite.
Para evitar filas, o Ministério da Justiça recomenda aos donos das armas de fogo que utilizem o serviço de Registro Provisório disponível no site da Polícia Federal (http://www.dpf.gov.br), pois o documento tem validade por 90 dias. Assim, o cidadão poderá regularizar a sua situação com tranqüilidade no próximo ano, pois será considerada a data do dia 31 para isentá-lo das despesas referentes ao registro.
A partir do dia 1º de janeiro, amanhã, mesmo que o registro seja feito pela internet, ele terá que desembolsar R$ 60, além de se submeter aos testes psicológicos e de manuseio da arma, cujos valores se diferenciam nas diversas regiões do país.
A campanha para o Registro Federal de Armas de Fogo 2008, sem ônus para os proprietários, começou em agosto. Neste ano, a Polícia Federal renovou o cadastro de 107.892; registrou 21.292 novas armas de fogo; legalizou 56.415 e recebeu 16.310 unidades, entregues voluntariamente pelos proprietários.
As pessoas que tiverem armas sem o devido registro podem ser penalizadas pelo Estatuto do Desarmamento, que prevê prisão de um a três anos, além de multa. Mas não se pode confundir posse e o registro com o porte de arma. A posse de arma numa residência é uma coisa, já portá-la nas ruas é outra. A campanha de desarmamento é uma iniciativa do Ministério da Justiça e conta com o apoio de estados.
Recompensa O governo do Paraná restabeleceu o prêmio de R$ 300,00 para cada arma não registrada entregue nas delegacias de Polícia Civil e nas companhias e batalhões da Polícia Militar. O mesmo prêmio é estendido para policiais militares ou civis. O prêmio instituído pelo governo do Paraná é um dos meios encontrado pelo Estado, para diminuir o número de armas em circulação e o conseqüente armamento das gangues e das quadrilhas.