Cerca de 1.500 professores que tiraram zero em uma prova de seleção conseguiram uma decisão judicial da 13ª Vara da Fazenda Pública, suspendendo os resultados do teste. Assim, eles poderão voltar às salas de aula ainda este ano.
O exame foi promovido pela Secretaria da Educação de São Paulo (PSDB), em dezembro passado, com a intenção de selecionar 100 mil docentes temporários.
O sindicato dos professores de São Paulo, autor da ação judicial, alegou que os docentes temporários que já trabalham na rede há muitos anos não podem ser descartados com base numa "provinha". O governo não recorreu para não atrasar ainda mais o início das aulas (que deveriam começar amanhã, mas foi adiado para segunda por conta do impasse).
A rede pública utiliza 100 mil docentes temporários, porque tem mais demanda por professores do que cargos públicos criados por lei. No total, são necessários 230 mil professores, mas há só 130 mil concursados.
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