Brasil

Promotora usou arma para simular doença mental

27 abr 2011 às 20:25

A promotora Deborah Guerner usou uma arma de fogo como instrumento de simulação de doença mental, segundo o Ministério Público Federal (MPF). Tudo começou quando um revólver calibre 38 foi entregue espontaneamente aos investigadores pelo marido dela, Jorge Guerner, em junho de 2010.

A alegação do casal era a de que a manutenção da arma, de propriedade da promotora, em casa, era um risco já que ela sofreria de transtornos mentais. "Visaria a garantir a integridade física dos ali presentes", diz o MPF. A precaução era necessária porque Deborah contou a peritos médicos judiciais que chegou a efetuar disparos em casa e na rua quando tinha crises nervosas.

Aos peritos, ela afirmou que "já efetuou disparos aleatórios em seu quarto depois de o marido lhe dirigir palavras em tom de voz alto". Outra vez, segundo ela, disparou contra um caminhão de mudança que não cumpriu o prazo de três dias para concluir um serviço. "Por este motivo disparou vários tiros no caminhão de mudança em direção à cabine", diz trecho da perícia.


Continue lendo