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Efeito estufa

Rio de Janeiro e Santos podem ter áreas invadidas pelo mar até 2059

Alex Rodrigues - Agência Brasil
30 nov 2023 às 12:26
- Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Um estudo da plataforma HCH (Human Climate Horizons) divulgado nesta semana indica que o nível do mar pode subir entre 20.09 cm e 24.27 cm nacosta brasileira, até 2059, se não forem reduzidas as emissões globais de GEE (gases de efeito estufa).


Desenvolvido conjuntamente pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e pelo CIL (Laboratório de Impacto Climático), o aplicativo engloba uma série de informações que permitem perceber os possíveis impactos das alterações climáticas em mais de 24 mil regiões do mundo.

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Ao se debruçar sobre as potenciais consequências das alterações climáticas para os territórios costeiros, o levantamento revela que, se a temperatura média global continuar aumentando no ritmo atual, as inundações se tornarão cada vez mais frequentes, atingindo uma área cada vez maior, onde vivem atualmente cerca de 14 milhões de pessoas.

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Os responsáveis pelo estudo citam, como exemplo, Santos, no litoral paulista. Ao fazer a avaliação de três possíveis cenários (baixa emissão de gases de efeito estufa; emissão intermediária e emissão muito alta), a plataforma projeta que o nível do mar, na região do maior porto da América Latina, subirá, respectivamente, 22.84 cm, 24.64 cm e 27.74 cm até 2059.

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Risco de inundações


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“Centenas de cidades altamente povoadas enfrentarão um risco acrescido de inundações até meados do século. Isto inclui terras que abrigam cerca de 5% da população de cidades costeiras como Santos, no Brasil; Cotonou, no Benin, e Calcutá, na Índia”, pontua o estudo, ao destacar que “muitas regiões baixas ao longo das costas da América Latina, África e Sudeste Asiático podem enfrentar uma grave ameaça de inundação permanente, parte de uma tendência alarmante com potencial para desencadear uma reversão no desenvolvimento humano nas comunidades costeiras em todo o mundo”.


Outro município brasileiro, citado entre os que correm o risco de ver submergir até 5% de seu território, é o Rio de Janeiro, que, nos mesmos três cenários, enfrentaria uma elevação do nível do mar da ordem de 19,13cm (baixas emissões de GEE); 20,93cm (emissões intermediárias) e 23,84cm (emissões muito altas).

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A Human Climate Horizons afirma que as emissões de gases de efeito estufa decorrentes da atividade humana contribuem para elevar a temperatura média do planeta. E que o aquecimento global, por sua vez, acelera o derretimento de camadas de gelo e glaciares, resultando em um maior volume d´água e, consequentemente, no aumento da superfície dos oceanos. Isso fez com que a extensão das inundações costeiras tenham aumentado nos últimos 20 anos.


A Human Climate Horizons divulgou os novos dados “hiperlocais” dias antes do início da COP 28 (28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), evento que ocorrerá em Dubai, nos Emirados Árabes, de 30 de novembro a 12 de dezembro.


Na COP28, representantes de governos, empresas e da sociedade civil devem fazer um balanço da implementação do Acordo de Paris, estabelecido na COP21, em 2015, quando cada país signatário estabeleceu metas próprias de redução de emissão de gases de efeito estufa, denominada Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês).


A NDC brasileira, atualizada em 2023, estabelece que o Brasil deve reduzir as próprias emissões em 48% até 2025 e 53% até 2030, em relação às emissões de 2005.


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