Brasil

SC: vítimas são 84 e desabrigados passam de 54 mil

31 dez 1969 às 21:33

O número de vítimas das chuvas em Santa Catarina já chega a 84. Em todo o Estado são mais de 54 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas, segundo informações da Defesa Civil de Santa Catarina. Nesta terça-feira, 25, ainda são oito municípios isolados - 97.680 moradores. A Defesa Civil acredita que até 36 pessoas estão desaparecidas; elas seriam vítimas de desabamentos e deslizamentos de terra. O número de mortos deve passar de 100, segundo a Defesa Civil. Cerca de 1,5 milhão de pessoas foram atingidas pelas chuvas e enchentes que atingiram o Estado nos últimos dias.

Os municípios de São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoá e Benedito Novo estão isolados, segundo informações da Defesa Civil. Em todo o Estado, são 22.952 desabrigados - pessoas que tiveram que sair de suas casas e precisam da ajuda do Estado. Já os desalojados chegam a 31.087 - são pessoas que foram obrigadas a sair de suas casas por conta dos danos das chuvas, mas que podem ir para casas de parentes ou amigos.


Seis municípios decretaram estado de calamidade pública: Gaspar, Rio dos Cedros, Pomerode, Nova Trento, Camboriú e Benedito Novo. Outras sete cidades estão em situação de emergência: Balneário de Piçarras, Canelinha, Indaial, Penha, Paulo Lopes, Presidente Getúlio e Rancho Queimado.


Blumenau é uma das cidades mais atingidas, onde 20 pessoas morreram. Em Ilhota, há 18 vítimas. A cidade de Gaspar contabiliza 15 mortos e Jaraguá do Sul, 12. O município de Rodeio conta quatro vítimas fatais, assim como Luiz Alves. As cidades de Rancho Queimados, Benedito Novo e Itajaí tem duas vítimas cada. As cidades de Brusque, Pomerode, Bom Jardim da Serra, São Pedro de Alcântara e a capital, Florianópolis, tiveram uma vítima cada.


O número de mortos, desaparecidos, desabrigados e desalojados deve subir. A situação, de acordo com o major Márcio Luiz Alves, diretor estadual de Defesa Civil estadual, está "aquém da realidade". Para ele, "não é nenhum pessimismo. Há famílias soterradas sobre as quais não temos nem notícias. Esses desaparecidos (30, oficialmente) são fruto de pessoas que nos informaram. Quantos são os soterrados que ninguém sobrou da família ou as pessoas que estão sem comunicação? É uma situação desesperadora", afirmou, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

De acordo com Alves, os deslizamentos de terra continuam na região e os desabamentos devem seguir por pelo menos mais dez dias.


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