Terminou o seqüestro das adolescentes Nayara e Eloá, ambas de 15 anos, em Santo André, no ABC paulista. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiu o apartamento do Conjunto Habitacional de Santo André. Eloá foi retirada do imóvel em uma maca, com o braço sobre o rosto.
Eloá levou dois tiros após o fim do seqüestro, que durou mais de 100 horas em Santo André. Ela corre risco de morte, pois foi atingida por dois disparos. Os tiros acertaram a virilha e a cabeça, com perda de massa encefálica. A primeira bala na virilha foi retirada com sucesso por meio de cirurgia na Santa Casa de Santo André. Mesmo assim, o estado da jovem era gravíssimo.
Nayara também foi atingida na cabeça. Um tiro atravessou sua mão e acertou a boca. A jovem também passou por cirurgia para retirada da bala, alojada na arcada dentária. Seu estado de saúde é regular.
Caso
O caso teve início na tarde de segunda. Inconformado com o fim do relacionamento com Eloá, Lindembergue Alves invadiu o apartamento do Conjunto Habitacional de Santo André. Além da ex-namorada, estavam no imóvel Nayara e mais dois garotos. Os meninos foram libertados pouco depois. Alves autorizou a saída de Nayara no fim da noite de terça, mas, na manhã de quinta, ela voltou ao cativeiro. O retorno teria sido permitido pela polícia como parte da estratégia de negociações.
Desistência
O advogado Eduardo Lopes, que representava Lindembergue Alves, abandonou o caso. Ele não explicou o motivo. Informações extra-oficiais dão conta que seqüestrador havia recebido garantias caso se entregasse, mas como efetuou os disparos contra as garotas no momento da invasão policial, o advogado deixou o caso.
Apreensão
As armas dos policiais militares e de Lindembergue Alves, de 22 anos, foram apreendidas e vão passar por perícia para a investigação de quem efetuou os disparos que atingiram Eloá e Nayara, de 15 anos.
Mais longo
Foram mais de 100 horas de impasse. O caso de cárcere privado em que Lindembergue Fernandes Alves, de 22 anos, fez sua ex-namorada, Eloá, de 15 anos, refém foi o mais longo registrado no Estado de São Paulo. De acordo com a polícia, o registro anterior ocorreu em março do ano passado, quando um assaltante fez uma mãe e seus três filhos reféns por 56 horas em Campinas. No fim, o criminoso foi preso e as vítimas libertadas ilesas.