Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

João Paulo Cunha

STF veta regime aberto para ex-deputado condenado no mensalão

Agência Estado
17 dez 2014 às 21:58

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram manter o ex-deputado do PT João Paulo Cunha em regime semiaberto, negando recurso da defesa, que pedia a progressão de pena para o regime aberto. A Corte decidiu condicionar a progressão de regime ao pagamento do ressarcimento dos recursos desviados, estimados em R$ 536.440,55. Entre os condenados no processo do mensalão, sete réus já tiveram a progressão de regime concedida pelo STF.

Ao votar durante a sessão do plenário, o ministro Luís Roberto Barroso foi enfático ao negar uma das argumentações da defesa de Cunha, de que ele não teria dinheiro suficiente para efetuar o pagamento. O ministro relator defende que não se pode abrir exceção em caso de desvios de dinheiro público. "Eu insisto, é a devolução do dinheiro, não é multa. O pressuposto dessa condenação é que houve desvio de dinheiro. Se ele distribuiu o dinheiro entre amigos e familiares, então não precisa mais devolver? Houve desvio de dinheiro. Se ele diz "gastei o dinheiro", sinto muito", argumentou.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Também votaram com Barroso os ministros Cármen Lúcia, Ricardo Lewandoswki, Rosa Weber, Dias Toffoli, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Apenas Marco Aurélio Mello foi contrário à decisão, argumentando que não se pode "mesclar" reparação de dano à progressão de pena. A argumentação foi, contudo, rebatida por Barroso. "Nós não estamos impedindo alguém de ser posto em liberdade por dívida. Nós estamos impedindo alguém dentro do regime privativo de liberdade, portanto, é preciso que haja um incentivo", disse.


Ao votar contra a progressão do regime, Cármen Lúcia argumentou que o direito penal trabalha de forma preventiva. "Se nesse caso não é, de fato, preventiva, deve mostrar que o crime não compensa", justificou.


Barroso é o ministro relator das execuções penais de condenados no mensalão no STF e já liberou para cumprirem pena em casa o ex-ministro José Dirceu, o ex-deputado José Genoino (PT), o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, Valdemar Costa Neto (PR-SP), Bispo Rodrigues e Pedro Corrêa (PP-PE) e o ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas. Até o momento, apenas Cunha teve o pedido negado, apesar de ter cumprido o tempo de prisão.


Vaquinha

Cadastre-se em nossa newsletter

Além do ressarcimento de R$ 536 mil, Cunha já pagou uma multa de R$ 373,5 mil por sua condenação no processo do mensalão. O valor foi determinado pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal no início do ano. Para pagar o montante devido, membros do Partido dos Trabalhadores (PT) condenados no processo do mensalão lançaram uma 'vaquinha' e, em poucas semanas de campanha, os petistas conseguiram levantar R$ 2,7 milhões, excedendo o total devido.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas