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Suposto envenenamento

Delegacia de Homicídios investiga morte de moradores de rua em Londrina

Pedro Marconi - Folha de Londrina
11 jul 2023 às 17:42
- Jaelson Lucas/ANPr
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A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a morte de duas pessoas em situação de rua, de 42 e 47 anos, que apresentaram sintomas semelhantes após passarem mal em Londrina. Um terceiro homem, de 47 anos, segue internado em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HU (Hospital Universitário), onde está sedado. As vítimas que foram a óbito procuraram a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do jardim do Sol no mesmo dia, no final de junho.


Ambos relataram falta de ar e dores no corpo, com o quadro de saúde piorando até o óbito. Uma das suspeitas é de intoxicação exógena, ou seja, por substâncias químicas. Exames do próprio hospital tiveram resultado negativo para intoxicação por chumbinho, cocaína e maconha. A investigação da Delegacia de Homicídios tenta descobrir se houve um envenenamento destas pessoas de forma proposital, o que configuraria um crime.

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“Os dois que morreram se conheciam. Estamos apurando se foi acidental ou provocado por alguém. Conversamos com moradores de rua, analisamos os locais onde estavam transitando, conseguimos localizar os familiares de um deles, que vivem em Ourinhos, São Paulo”, afirmou João Reis, responsável pela delegacia que apura o caso. A polícia também aguarda o resultado dos laudos do IML (Instituto Médico Legal).

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O delegado destacou que o morador de rua que está hospitalizado apresenta sintomas específicos em relação aos outros dois. “Este homem (internado) tem uma tuberculose avançada, não faz o tratamento porque é viciado em crack, então, sai um pouco do padrão dos demais”, explicou. Os parentes dele não foram encontrados.


Também não está descartada a hipótese de que os problemas de saúde foram gerados pelo consumo de produtos químicos. “O homem de 42 anos, por exemplo, tinha alcoolismo muito forte e o morador de rua quando não tem a bebida, acaba preparando e usa até álcool puro. Há possibilidade sim de ter ingerido combustível por conta da abstinência, mas estamos com a investigação no início e não descartamos nenhuma possibilidade”, ponderou.

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