O governo do Paraná desbloqueou, ontem, as ações dos minoritários que estavam caucionadas no processo de venda da Copel. Como o leilão de venda da estatal foi adiado e o cronograma de venda alterado, o governo liberou os minoritários para venda das ações no mercado. A venda das ações ordinárias, com direito a voto, vai indicar o grau de credibilidade que o minoritário tem na realização do leilão, disse o analista Marcos Severine, da Sudameris Corretora, de São Paulo.
O governo havia colocado em oferta pública um total de 15% das ações dos minoritárias, com 13,45% de adesão, que correspondem a aproximadamente 19,5 bilhões de ações de um total de 21,7 bilhões de ações. Até o final da tarde de ontem, a Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia ainda não tinha um balanço da venda das ações da Copel no mercado.
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Quem vender as ações, depois não poderá recomprá-las novamente no mercado com o objetivo de participar do leilão. Dependendo da venda das ações, o preço mínimo da Copel pode diminuir no mercado. Isso porque do preço mínimo fixado em R$ 5,068 bilhões, R$ 744 milhões correspondem a ação dos minoritários. Portanto se todos os minoritários desfizerem de suas ações, o que seria improvável segundo analistas de mercado, o preço mínimo em leilão cai para R$ 4,3 bilhões.
Severine, da Sudameris Corretora, informou que que as ações ordinárias, cotadas a R$ 19,60 o lote de mil ações, haviam caido cerca de 18% ontem. Estavam sendo negociadas entre R$ 15,00 e R$ 16,00. Segundo o analista, se houver muita oferta de ações da Copel no mercado, a tendência é de desvalorização porque elas têm pouca liquidez.
Se o cronograma anterior do leilão da Copel fosse mantido, as ações ficariam sob custódia do governo até o dia 7 e no dia 8 aconteceria a liquidação financeira da operação. A intenção do governo era vender 98,49% das ações com direito a voto. O governo emitiu comunicado oficial informando ainda que na segunda-feira, dia 5, divulga novo cronograma para a segunda tentativa de venda da Copel. A próxima terça-feira, dia 6, é a data fixada para o depósito de garantias que devem ser feitos pelos grupos pré-qualificados para o leilão. A data do leilão ainda não foi fixada, mas deve ficar entre 7 e 12 de novembro. O único grupo que continua oficialmente no páreo para compra da Copel é o GP Participações, um grupo de investimentos.