A América Latina Logística (ALL), empresa concessionária da malha ferroviária do Sul do Brasil, foi a única operadora do setor que teve lucros expressivos após a privatização. Ano passado, a ALL atingiu faturamento líquido de R$ 23,8 milhões. O resultado positivo a coloca como a primeira concessionária da malha ferroviária brasileira a ter um saldo financeiro positivo.
Ao que tudo indica, em 2001 continuará a tendência de crescimento e lucro. O presidente da ALL, Alexandre Behring, espera que o volume de cargas transportadas aumente em 20% este ano, o que pode significar um faturamento bruto de R$ 650 milhões. Situação bem diferente de 1997, quando a empresa, em seu primeiro ano de atuação, amargou prejuízo de R$ 39 milhões.
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Não só o faturamento mudou na empresa. O quadro de funcionários, desde que a malha foi privatizada, reduziu de 6,5 mil pessoas para 2,2 mil. Agora, os trabalhadores recebem por produtividade. Além disso, a ALL oferece aos funcionários cursos de reciclagem e profissionalização.
Investimentos em outros produtos também ajudaram a ALL a fechar o ano 2000 com saldo positivo. Antes da privatização, o transporte era basicamente de mercadorias agrícolas e quase nada de industrializadas. Hoje, cerca de 10% do que é transportado pela ALL é de produtos industriais. Os derivados agrícolas representam apenas 50% dos transportes.
Apesar de saldo financeiro positivo, a ALL não conseguiu bons resultados do ponto de vista ambiental em 2000. A empresa esteve envolvida em 40 acidentes, dos quais 12 tiveram média ou grande proporção. Houve, inclusive, derramamento de cargas tóxicas na Serra do Mar. Para este ano, o número máximo de acidentes estipulado pelo governo federal é de 48.
Leia mais em reportagem de Emerson Cervi, na Folha do Paraná/ Folha de Londrina desta quarta-feira