Cerca de 2,5 mil bancários de Curitiba e Região Metropolitana cruzaram os braços nesta quarta-feira durante a greve de alerta de 24 horas da categoria que iniciou com manifestações em frente a postos de atendimento, prédios administrativos e agências bancárias. Ninguém foi atendido nas agência centrais do Itaú, Unibanco, Real e HSBC.
A paralisação fez parte dos protestos dos bancários em todo o Brasil no intuito de forçar uma negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Aderiram a paralisação de 24 horas as cidades de Curitiba, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Florianópolis e Rio de Janeiro. Bancários de São Paulo, Bauru, Presidente Prudente e Sorocaba fizeram greves parciais até as 12 horas.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
De acordo com José Daniel Farias, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, a adesão na capital paranaense foi a esperada. A expectativa era a de atingir 20% do total de agências na cidade. "Esta foi a primeira greve de alerta. Se não houver negociação poderemos fechar 40% do total de agências e ir aumentando este índice gradativamente", ameaçou.
Os bancários da iniciativa privada pedem uma reposição de 20,46% das perdas salariais. Do montante, 8,3% refere-se a inflação dos últimos doze meses. O restante se refere a produtividade (4,1%) e resíduo do plano real (6,84%). A Fenaban já acenou com um reajuste de 4%. O índice não foi aceito pela categoria. Os bancos ainda sinalizam com a possibilidade de um abono único de R$ 750,00 e participação limitada a 80% dos salãrios sobre os lucros e resultados das empresas.