O presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, afirmou nesta quinta que os juros bancários só poderão ser reduzidos a partir da retomada do crescimento da economia.
Na quarta-feira, durante encontro com empresários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia afirmado que os bancos oficiais - como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil - teriam de abrir mão de uma parte de seus "spreads" (diferença entre a taxa de juros paga pelo banco ao captar recursos no mercado e a que ele recebe ao emprestar o dinheiro aos clientes) para forçar a baixa nas taxas de juros.
Depois de um evento com funcionários do banco em Florianópolis (SC), Casseb disse que "o BB não poderá adotar nenhuma medida imediata" para induzir o mercado a reduzir os juros.
"Não existe uma medida prática para se tomar neste momento. O que o Banco do Brasil está fazendo e sempre fez é claramente sempre ter taxas menores do que as do mercado. Agora, o que é preciso é o país crescer. No momento em que você tiver desenvolvimento as coisas vão acontecer quase que naturalmente", afirmou Casseb.
Segundo o Procon/SP, na categoria empréstimo pessoal, a taxa cobrada pelo BB é de 5,9% ao mês e a da CEF de 6,25% ao mês, índices semelhantes aos aplicados por bancos privados.
"Quando os países se estabilizam, a atividade econômica cresce e os bancos saem competindo pelo crédito e pelo cliente. No momento da competição, a taxa de juros e o 'spread' bancário caem por si só."
No primeiro trimestre deste ano, o BB obteve ganhos de R$ 3,9 bilhões com suas operações de crédito, R$ 1,1 bilhão a mais que o mesmo período do ano passado.