Economia

Black Friday: conheça os principais golpes e quais são seus direitos

04 nov 2026 às 10:17

Com a Black Friday marcada para 27 de novembro, as compras on-line exigem atenção redobrada. O Núcleo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-LD) emitiu alertas importantes aos consumidores. A data aquece o comércio, mas o número de sites clonados e perfis falsos cresce junto com as ofertas reais.


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As projeções de vendas confirmam o cenário atrativo aos golpistas. A Confi Neotrust, junto ao E-Commerce Brasil, projeta que o comércio eletrônico deve movimentar R$ 13,3 bilhões no período. Esse montante representa um crescimento de 20,7% em relação ao ano de 2025.


Pesquisa da Serasa Experian aponta um cenário preocupante na mesma época do ano passado. A empresa identificou 604 anúncios falsos, número 147% superior à média habitual. A criação de perfis com a identidade de marcas famosas também registrou salto expressivo de 101%.


O diretor-executivo do Procon-LD, Kenedy de Brito, recomenda verificar a loja antes do pagamento. Ele avisa que a pressa atua como a principal aliada do fraudador na busca por descontos. A inteligência artificial agrava o problema ao criar páginas idênticas aos sites originais do mercado.


“O consumidor precisa olhar para o que o golpista não consegue copiar", alerta Brito. Ele recomenda checar o endereço exato do site, o CNPJ e o recebedor do Pix. Caso a tela de pagamento aponte para uma pessoa física desconhecida, a transação deve parar imediatamente.


Golpes, recomendações e direitos


As fraudes virtuais assumem diversas formas durante o evento promocional. Os criminosos espalham links enganosos no WhatsApp com promessas de cupons e brindes exclusivos. Eles também cobram taxas falsas por encomendas retidas e enviam boletos adulterados por e-mail aos clientes. Veja abaixo alguns dos golpes mais comuns:


- Cupons e brindes falsos: mensagens anunciam descontos exclusivos ou prêmios e solicitam dados pessoais, informações do cartão ou o pagamento de uma suposta taxa de entrega por Pix.


- Golpe da falsa entrega: mensagens por SMS ou WhatsApp informam que uma encomenda está retida e cobram uma taxa para supostamente liberar o produto.


- Boletos adulterados: documentos enviados por e-mail ou aplicativos de mensagens apresentam dados bancários alterados, fazendo com que o pagamento seja direcionado aos golpistas.


- Fraudes com maquininhas e cartões: em estabelecimentos comerciais ou vendas na rua, o consumidor pode ser cobrado por um valor diferente do combinado ou ter o cartão trocado durante a devolução.

Como evitar golpes nas compras


Para evitar prejuízos, o cliente deve acessar as lojas apenas pelos canais oficiais. Os especialistas indicam o uso do cartão de crédito virtual e a conferência atenta do histórico da empresa. O Procon-SP oferece a lista "Evite esses sites" para facilitar a pesquisa sobre empresas sem reputação.


Se o golpe acontecer via Pix, a vítima precisa contatar o banco de imediato. As instituições financeiras oferecem o Mecanismo Especial de Devolução (MED), regulamentado pelo Banco Central. O sistema permite contestar o envio em até 80 dias, embora a agilidade amplie as chances de sucesso.


Nos casos de fraudes com cartão, o titular deve solicitar o bloqueio à administradora. Em seguida, a recomendação é registrar o boletim de ocorrência na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil. Brito lembra que problemas com lojas reais cabem ao Procon, enquanto fraudes configuram estelionato.


O Código de Defesa do Consumidor mantém força total durante as promoções do comércio. O cliente tem o direito de arrependimento em até sete dias nas compras virtuais. A legislação também pune falsos descontos e exige o cumprimento rigoroso dos prazos de entrega informados.


O Procon-LD atende dúvidas e reclamações pelo telefone 151 ou (43) 3372-4824. O consumidor também consegue auxílio pelo e-mail procon@londrina.pr.gov.br ou no endereço físico da Rua Piauí, 1.117. Queixas contra grandes marcas podem ir direto para a plataforma oficial consumidor.gov.br.


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