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Combustíveis sobem mais que o previsto

Redação - Folha do Paraná
06 jul 2001 às 19:54

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O reajuste no preço do combustível no comércio varejista paranaense ficou acima do que previa o governo antes de anunciar o aumento de 8,3% nos postos. Muitos estabelecimentos em Curitiba, Londrina e Maringá colocaram preço na bomba que variou de 10% a 13%. O posto Chu de Curitiba vendia gasolina por R$ 1,499 e aumentou para R$ 1,699 o litro. A diferença é de 13,3%.

O dono do posto, Manfred Schimidt, tem uma justificativa na ponta da língua: "O litro a R$ 1,499 era promocional por causa da concorrência. Na verdade a gasolina custava R$ 1,60", explicou.


A maioria dos postos em Curitiba colocou o valor de R$ 1,699 na bomba de gasolina para pagamento à vista. Quem procurasse bem encontrava ainda gasolina pelo preço antigo ou reajustada para R$ 1,539.


Já em Londrina, os preços não eram menores do que R$ 1,77. Nos postos em que o litro era vendido a R$ 1,63 e passou a R$ 1,77, o percentual de reajuste ficou em 8,5%, como foi o caso do Posto Esperança (Shell). Mas ocorreram casos em que o percentual chegou a 9% - onde a gasolina era R$ 1,64 e passou para R$ 1,78, como no Posto Moringão (Texaco).


O impacto para o londrinense foi maior do que para a maioria do Estado. Há duas semanas, o litro da gasolina era comercializado a R$ 1,35. Tendo esse valor como parâmetro, o combustível subiu, em poucos dias, mais de 31%. Encher um tanque de 50 litros custava R$ 67,50, em média. Hoje, custa em torno de 88,50.


Em Maringá a média do aumento foi de 10%. A explicação dos donos e gerentes é que nos últimos meses o setor acumula várias perdas e prejuízos como o reajuste da energia em mais de 17%. "Não sei para outros setores, mas para os postos a energia representa uma despesa de cerca de 10%", disse a diretora regional do Sindicato dos Combustíveis de Maringá, Marlene Franco. Ela citou ainda o dissídio coletivo de 6,9% incorporado nos salários dos funcionários a partir de março, que reduziu as margens de lucro.


Na maioria dos postos, o preço da gasolina em Maringá é de R$ 1,75 à vista e R$ 1,85 a prazo. No Posto Americano, o preço passou de R$ 1,59 para R$ 1,76. O gerente Kennedy João Mezzaroba disse que o reajuste repassado pela refinaria foi de 11,42%. "Comprava a gasolina a R$ 1,40 e passou para R$ 1,56", afirmou.

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Mezzaroba disse que o valor da gasolina pago pelo consumidor ainda será menor do que o cobrado pelo governo. Ele explica que o ICMS cobrado pelo governo é com base em preço sempre maior do que o praticado no mercado de Maringá.


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