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Comércio acelera pedidos e já aposta em 'Natal gordo'

Da Redação - Folha de Londrina
24 nov 2001 às 16:07

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Depois de um período de previsões ruins para a economia brasileira, os ventos mudaram e estão trazendo otimismo ao mercado neste final de ano. A previsão é que as vendas de Natal pelo menos empatem com as do ano passado, considerado um dos melhores anos do Plano Real. Isto seria um verdadeiro ''presente de Papai Noel'' em um ano tão cheio de crises - de energia elétrica, do dólar, da Argentina, dos Estados Unidos.

Até poucas semanas atrás, as previsões não animavam e retardaram os pedidos do comércio às indústrias. Mas hoje o cenário é outro. Às vésperas do melhor mês do ano para o comércio, o movimento começa a aumentar e o setor respira aliviado, acreditando que, na reta final, os números poderão surpreender.


A Associação Comercial do Paraná (ACP), sustentada em pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNI), aposta em um final de ano gordo. A pesquisa aponta que 54% dos consumidores pretendem manter o nível de compras do ano passado e 19% querem gastar mais. ''Outros dados importantes da pesquisa mostram que os itens mais procurados serão roupas, sapatos, brinquedos e produtos da cesta natalina'', comenta Marcos Domakoski, presidente da ACP. Ele considera que não haverá queda nas vendas deste ano. ''Mantenho otimismo, mas com realismo'', observa, explicando que prefere não falar em aumento nas vendas.


O setor de móveis e eletrodomésticos também aposta em boas vendas. Para o gerente da loja do Catuaí Shopping Center do Magazine Luíza, em Londrina, Maurício Cubero, o setor chegou a pensar que os acontecimentos econômicos além fronteiras - crise na Argentina, ataques terroristas, instabilidade cambial - influenciariam negativamente as vendas aqui dentro. ''Mas há uma máxima no comércio de que quando temos um mês das Crianças bom o Natal não é ruim'', comenta Cubero. ''Este ano, tivemos um bom Dia das Crianças''.


Embora as notícias econômicas tenham assustado, a grande maioria das lojas chega em dezembro com os estoques superiores ou igual aos do ano passado. O Magazine Luíza aposta ainda numa parceria fechada com a Companhia Paranaense de Energia (Copel) para incrementar as vendas. A loja venceu a licitação para comercializar eletrodomésticos com selo Procel - que garante economia de energia - a preços inferiores aos do mercado. A diferença de preço entre o que é pago pelo consumidor e cobrado pela loja será coberto pela companhia de energia, diz o gerente. A expectativa, de fora geral, é que haja um crescimento de 10% a 15% nas vendas. ''Nós nos programamos para isso'', afirma Cubero.

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Leia mais na reportagem de Benê Bianchi na Folha de Londrina/Folha do Paraná deste domingo


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