Economia

Consórcios sob intervenção lesaram dezenas de consumidores

29 mar 2001 às 10:17

Os dois consórcios paranaenses que sofreram intervenção do Banco Central - HM Adminstradora de Consórcios e Multplan Administradora Nacional de Consórcios - foram classificados como empresas que cometeram "graves irregularidades", configurando violação das normas e regulamentos, conforme ato baixando anteontem à noite pelo presidente do Banco Central, Armínio Fraga Neto. As duas empresas estão sob controle do interventor Valdor Faccio, que ontem passou parte da tarde dando explicações a consorciados que foram lesados.

Na Multplan chegou a se formar um princípio de tumulto em frente ao escritório. Faccio preferiu receber o grupo e informar o que acontecerá daqui para frente. Muitos clientes chegaram a quitar todo o consórcio e receberam a carta de crédito, mas o bem nunca foi entregue. A Multplan pertencia ao empresário José Carlos Alves Pinto. A empresa era especializada em formar grupos interessados em adquirir carros ou motos. A HM estava desativada.


O ato do presidente do Banco Central em relação à HM foi mais enfático. "Prática de graves irregularidades, entre as quais desvio de recursos dos consorciados, fornecimento de informações inexatas ao órgão fiscalizador, não devolução de parcelas pagas por desistentes e excluídos", diz Armínio Fraga, no documento.

Assim como no Banco Araucária, o interventor também começou a fazer um levantamento geral da situação dos dois consórcios. Há prazo de 90 dias para a conclusão.


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