03/03/21
PUBLICIDADE
Entenda a pesquisa

Consumo deverá priorizar o que é mais essencial, simples e seguro

Pixabay
Pixabay


A pandemia do coronavírus e a consequente perda de entes queridos e do convívio social despertaram reflexões sobre o que de fato é importante na vida das pessoas e nos negócios, determinando mudanças comportamentais e novas tendências de consumo para 2021.


Relatório do escritório de pesquisa de tendências Observatório de Sinais aponta um momento "neoessencialista", em que a busca pela essência das coisas vai se traduzir como desejo de simplificação e reducionismo.

"As pessoas estão procurando mais leveza e praticidade. Isso acontece em função de um quadro pesado e negativo que vivemos por causa da pandemia, com a questão da morte muito próxima", afirma Dario Caldas, sociólogo e diretor do Observatório de Sinais.

Restrito a assinantes, o relatório aponta que a tendência "neoessencialista" se aproxima esteticamente de um despojamento voluntário, presente no estilo minimalista. No mercado, deve se traduzir em produtos que tenham apenas elementos essenciais, mas com grande atenção à funcionalidade.

O célebre "menos é mais" fortalece o consumo sustentável, outra tendência acelerada nos últimos meses. Segundo Caldas, aumenta a percepção, especialmente entre jovens, do atrelamento da pandemia ao desequilíbrio do clima e do planeta. "Isso significa que os consumidores tendem a fazer uma associação natural entre a saúde do corpo individual e a saúde planetária, coletiva", indica o relatório.

Nesse contexto, conceitos como a economia circular (reutilização de materiais), reducionismo, desperdício zero e upcycling (técnica que reaproveita itens descartados e os transforma em novos) saem mais fortes da pandemia e se confirmam como referências sustentáveis.

Como consequência do impacto causado pelo medo da pandemia, os consumidores devem continuar buscando produtos que remetam a condições de segurança. Segundo Caldas, as marcas que posicionarem suas mercadorias, serviços e discursos na "tendência safe" terão mais chances de conquistar o consumidor.

Objetos com formatos que inspiram a sensação de proteção, como a poltrona Capsule, da designer ucraniana Kateryna Sokolova, voltam à cena.

O campo do design respondeu mais rapidamente a essa tendência. A estilista Marine Serre, por exemplo, já explora no design das roupas o imaginário de calamidade sanitária e ambiental. Antes mesmo da pandemia, a francesa havia criado uma coleção incluindo máscaras protetoras.

Em julho deste ano, uma de suas peças apareceu no álbum visual "Black Is King", da cantora Beyoncé, e Serre ganhou projeção mundial.

Em ano turbulento, outra tendência no design impulsionada é a do escapismo, com a fuga da realidade ou da rotina.
A marca Jacquemus, por exemplo, representou essa tendência em desfile realizado em meio a um trigal. Na passarela montada em um campo dourado, os modelos exibiram roupas com cortes despojados e tons em harmonia com o ambiente, com o objetivo de evocar leveza.

Nos negócios, vencida a pandemia, é projetado crescimento do mercado de experiências, que inclui turismo de aventura, saltos de paraquedas e passeios de balão. Segundo Caldas, o isolamento deve acelerar os planos para realização de desejos.
Nos serviços, os consumidores estarão mais simpáticos a adesão aos pequenos rituais, que vão do momento do cafezinho na loja à experimentação de produtos.

São ações que podem trazer prazer aos consumidores, considerando o período de estresse e as muitas horas conectados à internet na pandemia. "Como consequência, isso aumentará o engajamento dos negócios", diz Caldas.

Outra tendência identificada apela à sedução. O estudo lembra a diminuição do apelo sensual em tempos de guerra ou pandemia e sugere que grifes de confecções, bolsas e calçados apostem em elementos que chamem atenção, como brilho e decotes.

No varejo, os ambientes físicos incorporarão elementos digitais. Na tendência "mundo figital", a convergência se dá com inovações tecnológicas, entre elas cobranças automáticas por aplicativo, lockers para retirada de produtos comprados online e provadores inteligentes, com telas de toque em que os clientes podem consultar informações de peças, cores e tamanhos.

Na internet, a expectativa é a de que os cursos de gastronomia que ajudem a driblar a crise econômica e a inflação nos preços dos alimentos sejam os mais procurados.

Para Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP, os consumidores deverão buscar cursos online para tornar a vida mais barata e agradável. Os preços dos alimentos sofreram uma alta de 2,54% no mês passado, segundo o IBGE. O aumento acumulado de janeiro a novembro foi de 12,14% –o maior para um ano desde 2002.

Seguindo a mesma lógica, a venda de artigos de beleza e bem-estar deve aumentar, uma vez que os consumidores deverão tentar resolver em casa o que hoje fazem no salão de cabeleireiro ou nas academias de ginástica.

Wilson Poit, diretor-superintendente do Sebrae-SP, aposta no crescimento das microfranquias, assim classificadas quando exigem um investimento inicial de até R$ 90 mil.

Para ampliar o número de franqueados, grandes marcas devem aumentar o investimento em quiosques ou espaços dentro de outras lojas, no formato "store in store".

Stefano Arpassy, consultor do birô de tendências WGSN, acredita que a pandemia deve valorizar os negócios de bairro, já que o período de isolamento fez os consumidores conhecerem melhor os estabelecimentos do entorno. "As pessoas querem resolver os seus problemas de forma rápida, saber para quem destinam o seu dinheiro e qual é a origem do produto. É uma junção de comodidade com olhar de responsabilidade."
Folhapress
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Continue lendo
Aumento constante

Gasolina tem aumento de 9,7% e chega a R$ 5,49 nos postos de Londrina

02 MAR 2021 às 17h49
Suspensão do Decreto Estadual

Contrários ao lockdown, comerciantes protestam em frente ao Centro Cívico de Londrina

02 MAR 2021 às 16h17
Na PR-445

Caminhoneiros e motoristas de aplicativos protestam em Londrina contra alta dos combustíveis

02 MAR 2021 às 16h15
Adaptações do setor

5 dicas essenciais para proteger a saúde do seu negócio durante a pandemia

02 MAR 2021 às 16h07
todas escolaridades

Secretaria do Trabalho oferta vagas para mais de 80 funções em Londrina

02 MAR 2021 às 14h47
Decreto estadual 6.983/2021

Confira como funciona o atendimento da prefeitura de Londrina com o novo decreto

02 MAR 2021 às 14h45
Veja mais e a capa do canal
JORNAIS
Folha de Londrina
TELEVISÃO
MultiTV Cidades
OUTRAS EMPRESAS
Grafipress
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Bonde - Todos os direitos reservados