Economia

Cresce a participação da mulher no trabalho no Estado

08 mar 2003 às 13:23

No Paraná, como no resto do País, a presença da mulher no mercado de trabalho cresceu durante a década de 90. Elas já ocupam 41,9% da População Economicamente Ativa (PEA). Mas as oportunidades de renda e de ascensão nas empresas não são as mesmas em relação aos homens.

O aumento da inserção da mulher no mercado de trabalho vem sendo motivado pelo aumento do crescimento do desemprego dos chefes de família e pela queda da renda das famílias, que já acumula 35% desde 1998.


Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado neste sábado, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) fez um levantamento da situação das mulheres nos mercados de trabalho nas regiões metropolitanas.


O órgão constatou que o desemprego está afetando com maior intensidade as mulheres. Em dezembro de 2001, das 392.411 pessoas que perderam o emprego no Estado, 289.000 pessoas eram mulheres. Entre as mulheres a taxa de desemprego é de 9,34% e entre os homens a taxa é de 6,46%.


Mas no mercado informal, a participação do trabalho feminino é maior. Elas continuam trabalhando de forma precária no trabalho doméstico e também como autônomas. Do total de mulheres que estão no mercado de trabalho no Paraná, 2.144.220 (entre empregadas e desempregadas), 16,5% se dedicam aos serviços domésticos.


A indústria paranaense contrata pouco as mulheres, constatou o Dieese. A indústria do Paraná só contrata 7,8% das mulheres que estão no mercado de trabalho.

O Dieese constatou ainda que as mulheres estão elevando seus rendimentos, mas eles equivalem a 52% do que ganham os homens. A média salarial no Estado em 2001 era de R$ 659,00 para os homens e de R$ 349,00 para as mulheres.


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