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Dívida da AES/Eletropaulo é problema do BNDES, diz ministro

Agência Brasil
11 mar 2003 às 16:14

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O presidente do grupo Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, afirmou nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, que a decisão de negociar a dívida da Eletropaulo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, estimada em cerca de US$ 1,2 bilhão, é uma questão estritamente bancária, de competência do próprio BNDES.

Para ele, é natural que o banco queira ser ressarcido dos recursos devidos pela controladora da Eletropaulo, a norte-americana AES.


Tomando por base o arresto de um avião da Varig por credores nos Estados Unidos, Luiz Pinguelli Rosa externou que "é razoável que, se uma empresa americana não paga a um banco brasileiro, se discuta o controle da empresa".


Pinguelli Rosa ressaltou, por outro lado, a necessidade de se chegar a um acordo. Ele deixou claro, porém, que o controle da empresa não quer dizer federalização. A companhia pode ser passada a outro controlador privado que pague pelo que deve.


Segundo ele, o problema é complicado, porque a estrutura de controle da Eletropaulo pela AES americana é intermediada por uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) sediada nas Ilhas Cayman.

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O presidente da Eletrobrás disse que não sabe se já existe alguma empresa interessada em assumir o controle da Eletropaulo, e lembrou que esse assunto deve ser tratado pelo presidente do BNDES, Carlos Lessa.


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