O dólar comercial fechou em alta expressiva pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira, cotado a R$ 3,042.
A alta de 1,40% deve-se à ansiedade gerada no mercado financeiro pela reunião do Conselho de Política Econômica (Copom), que começou hoje e decidirá uma possível redução na taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 26,5%.
"O mercado está apreensivo com as declarações desencontradas no governo sobre os juros, por isso o dólar subiu", diz o analista Mohamed Talah Júnior, da Century Investimentos.
Semana passada, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que ainda não é hora de baixar os juros pois a inflação ainda dá sinais de resistência. A declaração foi considerada precipitada no mercado financeiro.
O vice-presidente José Alencar (PL), ligado ao setor industrial, entretanto, vem atacando os juros.
"As condições apresentadas pelo Copom para as altas foram a guerra, a inflação e a alta no petróleo. A guerra acabou, desde então o barril de petróleo caiu 60% e a inflação cai. A relutância do governo em baixar os juros mesmo num panorama favorável é que está causando apreensão no mercado", afirma Talah.