O Paraná apresentou, em julho, a menor taxa de crescimento de emprego formal registrada nos últimos três anos, 0,34%. Nos últimos três meses -abril a junho-, o índice havia ficado próximo a 1%. Os números tomam por base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, e foram divulgados, ontem, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Com esse resultado, o número estimado de trabalhadores com carteira assinada no Paraná passa a ser de 1,468 milhão. Apesar da desaceleração, o índice do Paraná ainda ficou acima da média nacional, que foi de 0,27%.
Na Região Metropolitana de Curitiba, o crescimento do índice de emprego foi ainda pior, 0,13%. Mais de 84% dos 4.990 postos de trabalho foram criados no interior do Estado. A indústria de transformação, comércio e construção civil foram os setores que mais empregaram, respondendo por 87,7% do total de empregos em julho. O resultado, segundo o economista do Dieese, Cid Cordeiro, é reflexo de toda ''incerteza e instabilidade'' do cenário econômico.
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Cordeiro lembra, no entanto, que julho é, historicamente, um mês de baixo crescimento no número de empregos, pois a contribuição do setor agrícola nessa época é bastante pequena. ''O período de safra já passou e não tem um outro setor que ocupe esse espaço'', avaliou.
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