O Fórum Popular Contra a Venda da Copel aproveitou o adiamento do leilão de venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para propor que a empresa seja gerenciada pelos governos federal e estadual. "É uma proposta alternativa, para que a Copel não seja vendida", explicou o coordenador-executivo do fórum, ex-deputado Nelton Friedrich. Ele lembrou que o BNDESpar detém 24,4% de participação acionária na Copel, e o governo do Estado 31,1%.
"Seria o controle público, através de uma diretoria mista. A Copel serviria de empresa modelo, que poderia balizar os preços no mercado de energia", avaliou Friedrich. A organização do fórum pretende se reunir no início da próxima semana com representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e apresentar a proposta alternativa à agência.
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"É o momento de se discutir propostas diferentes. O mercado não tem mostrado interesse na compra. Os interessados não depositaram as garantias, e a Copel não pode ser vendida como se fosse final de feira", ponderou Friedrich.
O fórum anunciou também que vai entrar com mais cinco ações na Justiça com o objetivo de impedir que a Copel passe para as mãos da iniciativa privada. "E vamos recorrer de todas as liminares que foram derrubadas", prometeu. Segundo o advogado do movimento, Guilherme Amintas, mais de 90 ações tramitam na Justiça estadual e federal na tentativa de barrar o processo de privatização.