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Governo reavalia privatização da Copel

Redação - Folha do Paraná
07 nov 2001 às 16:01

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O secretário da Fazenda e presidente da Copel, Ingo Hubert, afirmou que o governo irá reavaliar todo o processo de privatização da Copel nas próximas duas semanas. Revelou que há várias alternatias em estudo e, em uma delas, a única citada, pode haver a abertura de novo prazo para a pré-qualificação de investidores interessados.

A posição do governo conflita com a de alguns analistas e advogados, para os quais o governo do Paraná teria que reiniciar o processo de privatização com um novo edital, já que este teria sido extinto com o não comparecimento de interessados e a não realização do leilão. Novas brigas jurídicas podem acontecer por conta dessa discordância.

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Veja a íntegra do comunicado expedido pelo governo em seu site oficial:


"O Governo do Paraná vai utilizar as próximas duas semanas para realizar uma avaliação sobre a continuidade do processo de privatização da Copel. Há várias alternativas em estudo, entre elas a abertura de novo prazo para a pré-qualificação de investidores interessados na Copel. A intenção do governo é realizar a privatização ainda neste ano. "O leilão está adiado, mas não suspenso. Vamos reavaliar agora todo o processo", explica o presidente da Copel e secretário da Fazenda, Ingo Hübert.


A avaliação do governo levará em conta variáveis como prazo, mercado e aspectos legais. O presidente da Copel disse que um dos principais motivos de não ter havido depósito de garantias financeiras, o que levou ao adiamento do leilão por prazo indeterminado, foi que o mercado considerou alta a avaliação do preço mínimo. "A avaliação foi bastante criteriosa e alicerçada em aspectos técnicos. Preliminarmente, vejo que não é o caso de baixar o valor mínimo", disse Hübert.


Para 88,64% das ações ordinárias que iriam a leilão, o valor calculado foi de R$ 5,068 bilhões. Outros 9,85% dos papéis com direito a voto foram reservados para os empregados. "É um preço real, que reflete o valor da companhia. Diferente de todas as projeções sobre preço que foram reveladas com números estapafúrdios, completamente fora do mercado", acrescentou Hübert.


O preço mínimo para as ações da Copel foi estabelecido com base na avaliação da empresa Booz Allen e Hamilton e na avaliação e modelagem de alienação executada pelo Consórcio Diamante, integrado pelo banco de investimentos Kleinwort Benson do Brasil, Banco Fator, Fator Projetos e Assessoria, Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados e JP Engenharia.


Interesse – O presidente da Copel e secretário da Fazenda esclareceu que o Governo do Estado mantém o interesse no processo de privatização da estatal de energia. Para ele, existem dois fatores importantes para a alienação da companhia. O primeiro é que sem o monopólio estatal a Copel levaria desvantagem para competir no mercado com a iniciativa privada.


O outro aspecto é a oportunidade que o Estado tem para promover investimentos sociais. "Nunca pensamos em colocar os recursos da alienação das ações da Copel em despesas correntes, mas sempre no desenvolvimento social. Mesmo sem a desestatização, o orçamento do Estado para o ano que vem prevê verba para obras. Com R$ 3 bilhões a mais é possível fazer muito mais em segurança, educação, transporte ou geração de empregos", ponderou.


Ingo Hübert disse que o adiamento do leilão é recebido com serenidade e não significa dificuldades para o Paraná. "Este é um acontecimento normal em um processo de privatização como esse. Vamos cumprir nossas metas sociais e por enquanto o fundo previdenciário está sendo capitalizado com a contribuição dos servidores e o aporte que previsto para o Estado", concluiu.

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De acordo com o secretário da Fazenda, as contas públicas do Estado estão adequadas à Lei de Responsabilidade Fiscal. "Nossas finanças estão equilibradas e não dependem dos recursos da Copel, até porque o dinheiro arrecadado no leilão está carimbado para investimentos sociais e para a capitalização do fundo previdenciário do funcionalismo", concluiu."


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