O dólar fechou nesta segunda-feira 0,80% mais caro, cotado a R$ 3,52.
Após uma semana mais curta, na qual fatores internos favoráveis fizeram a cotação do dólar cair, a possibilidade de uma guerra voltou a influenciar o mercado financeiro.
De acordo com o analista Joel Machado, da Century Investimentos, mesmo a rolagem de 79% de uma dívida de cambiais de US$ 1,9 bilhões que vence na quinta-feira não animou os investidores.
A notícia que mais afetou o câmbio foi a imposição da data limite de 17 de março para o desarmamento do Iraque, feita pelos EUA e Grã-Bretanha.
Além disso, o Secretário de Estado norte-americano Colin Powell declarou que está quase conseguindo o apoio do Conselho de Segurança da ONU para um ataque contra o país árabe.
Outro fator foi a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que "não tem pressa para realizar as reformas". O mercado interpretou a afirmação de forma negativa, o que colaborou para a alta da moeda.