Android e iPhone
Os produtos importados devem desaparecer das prateleiras dos supermercados e das lojas que comercializam bebidas e alimentos em decorrência da alta do dólar nas últimas semanas. O sumiço começou a se intensificar em julho deste ano quando aumentou a crise argentina, mas o problema se agravou com o atentado terrorista aos Estados Unidos que provocou nova elevação do dólar. A estimativa do setor supermercadista é de queda de pelo menos 30% nas vendas de importados, percentual que acompanha a desvalorização do real.
As vendas fracas encalham os produtos nas prateleiras e os supermercadistas passam, então, a renovar menos seus estoques. A compra de importados no setor atacadista tem se enfraquecido mês a mês. Levantamento feito pela Câmara de Comércio Exterior mostrou redução de 17% na importação de produtos alimentícios e bebidas no último mês. A queda sinaliza um Natal neste ano com grande participação dos produtos brasileiros, que voltam a ganhar força.
A maioria dos consumidores costuma fugir de preços altos e optam pela produção nacional. Mas há uma parcela, mesmo pagando mais caro, não abre mão do que considera um produto de melhor qualidade. "Não haverá uma migração total do consumidor para os produtos nacionais, mas com certeza teremos uma queda", afirma o diretor comercial da empresa de importação e exportação Porto a Porto, Pedro Corrêa de Oliveira.
Segundo Oliveira, a expectativa é de estabilização do dólar. Ele lembra que em julho e agosto a situação estava crítica. "Chegamos num nível insuportável de falta de demanda", diz. Sem vendas, algumas importadoras mais instáveis fecharam, entre elas Maison Duvin e Gomes Carrera. .
Tanto os importadores quanto o comércio varejista afirmam que é impossível não passar a variação cambial para o preço dos produtos. "Os contratos de compra de mercadoria são de curto prazo. Hoje ninguém mais trabalha com estoques, portanto o preço do produto segue a cotação do dólar", afirma o gerente de Comunicação e Marketing da Sonae, Hudson José.
Os importados chegaram a ocupar até 20% da variedade de produtos vendidos num supermercado, quando a moeda brasileira se equiparava ao dólar até o início de 1999. Hoje os importados se restringem a bebidas, principalmente vinhos, algumas massas, bolachas, azeite e especiarias. Todos atingem preços muito acima dos equivalentes nacionais.
As vendas fracas encalham os produtos nas prateleiras e os supermercadistas passam, então, a renovar menos seus estoques. A compra de importados no setor atacadista tem se enfraquecido mês a mês. Levantamento feito pela Câmara de Comércio Exterior mostrou redução de 17% na importação de produtos alimentícios e bebidas no último mês. A queda sinaliza um Natal neste ano com grande participação dos produtos brasileiros, que voltam a ganhar força.
A maioria dos consumidores costuma fugir de preços altos e optam pela produção nacional. Mas há uma parcela, mesmo pagando mais caro, não abre mão do que considera um produto de melhor qualidade. "Não haverá uma migração total do consumidor para os produtos nacionais, mas com certeza teremos uma queda", afirma o diretor comercial da empresa de importação e exportação Porto a Porto, Pedro Corrêa de Oliveira.
Segundo Oliveira, a expectativa é de estabilização do dólar. Ele lembra que em julho e agosto a situação estava crítica. "Chegamos num nível insuportável de falta de demanda", diz. Sem vendas, algumas importadoras mais instáveis fecharam, entre elas Maison Duvin e Gomes Carrera. .
Tanto os importadores quanto o comércio varejista afirmam que é impossível não passar a variação cambial para o preço dos produtos. "Os contratos de compra de mercadoria são de curto prazo. Hoje ninguém mais trabalha com estoques, portanto o preço do produto segue a cotação do dólar", afirma o gerente de Comunicação e Marketing da Sonae, Hudson José.
Os importados chegaram a ocupar até 20% da variedade de produtos vendidos num supermercado, quando a moeda brasileira se equiparava ao dólar até o início de 1999. Hoje os importados se restringem a bebidas, principalmente vinhos, algumas massas, bolachas, azeite e especiarias. Todos atingem preços muito acima dos equivalentes nacionais.