Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Juros: mercado vive momento de espera

Carmem Murara - Folha do Paraná
23 mar 2001 às 11:34

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!

O anúncio do aumento da taxa de juros em meio ponto percentual, feito anteontem à noite pelo Banco Central, foi encarado ontem com normalidade no sistema bancário e entre economistas paranenses. Poucos foram os clientes e consumidores que se dispuseram a telefonar ou ir a agências bancárias saber o que aconteceria com seu dinheiro. Gerentes de bancos trataram de assegurar que os bancos não farão um repasse imediato.

As financeiras também garantiram a manutenção das taxas de juros cobradas na ponta, ou seja, para os consumidores. O gerente de Marketing, Planejamento e Orçamento do Banco do Brasil, em Curitiba, Marco Antonio Busnardo, afirmou que ainda "é cedo" para os bancos tirarem conclusões. "Não deve ocorrer alteração a curto prazo. Temos que esperar para analisar o comportamento do mercado", afirmou.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Uma das mudanças que mais afeta os pequenos clientes dos bancos é a taxa de juros cobrada no cheque especial. No caso do Banco do Brasil ela gira em torno de 7,45% para quem recebe proventos pelo banco e de 7,74% para os demais clientes. A média nos bancos tem ficado entre 8% e 10%, conforme a institutição. Alterar para cima este índice dependerá muito do comportamento do mercado nas próximas semanas.


Essa avaliação foi feita ontem por uma corretora de valores de Curitiba que passou o dia atenta às oscilações na Bolsa de Valores, em decorrência do anúncio do Copom (Comitê de Política Monetária). Logo após a abertura do pregão, a Bolsa já registrava queda de 5,32%.

Cadastre-se em nossa newsletter

O economista Sílvio Sebastiani, representante do Paraná no Conselho Nacional, avalia que o primeiro impacto do aumento da taxa de juros se dá nas contas do governo. "A dívida interna aumenta, pois é lastreada no juro. O consumidor só vai sentir os reflexos num segundo momento", afirmou. Sebastiani estima que os bancos só irão repassar valores se houver novas elevações nas taxas. O problema é que houve uma interrupção na tendência de queda que havia nos bancos. "Os bancos e financeiras vinham aos poucos reduzindo suas taxas e agora haverá uma parada nesta curva", disse.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas