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Lerner propõe integração da energia na América do Sul

Redação - Folha do Paraná
04 jun 2001 às 16:56

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O governador do Paraná, Jaime Lerner, apresentou um relatório da Comissão Interamericana de Energia (Cier) que coloca a possibilidade de integração do setor de energia elétrica na América Latina.

"Se for otimizada a energia existente na América Latina, poderemos ter um potencial de uma Itaipu por ano", avaliou o governador, durante a apresentação de detalhes da importação de 450 megawatts (MW) de energia da Argentina.

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Lerner criticou as campanhas nacionais para que os estados do Sul façam parte do racionamento de energia elétrica e argumentou que a região é responsável por 20% da energia gerada em todo o País. Setenta por cento da produção do Paraná é destinada para o Sudeste brasileiro. "Fizemos nossa lição de casa e estamos fazendo muito mais. Importamos energia a custo baixo de países que tem excesso de produção", destacou.


Com a importação de energia nova, o Paraná já está distribuindo seis mil megawatts para o mercado nacional. "Nós fomos as formigas que produziram energia. Não sei quem foi a cigarra desta história", comparou, fazendo relação com a fábula infantil "A cigarra e a formiga". Diretores da Copel destacaram que o Estado já contribuiu com o racionamento de energia, diminuindo o consumo de 9% no último mês.


O diretor presidente da Tradener Comercialização de Energia (empresa privada subsidiária que comercializa energia e que tem como sócia majoritária a própria Copel), Walfrido Victorino Ávila, disse que estão sendo fechados diversos contratos de importação de energia. Um deles, de mil megawatts da Argentina já começou a operar com a distribuição sendo feita através de Furnas. Em fevereiro, mais mil megawatts serão distribuídos da Argentina para o Brasil. "A Copel é que compra esta energia e distribui para o sistema nacional", explica Ávila.

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Outros dois contratos de importação de energia já foram fechados. Um de 150 megawatts da Bolívia que entrarão no Brasil por Corumbá e serão distribuídos a partir de maio de 2002. Outro de 3 mil megawatts que virão da Argentina no final de 2004. "Este projeto será o início da interligação elétrica com os países da América Latina. Temos que pensar o setor a longo prazo e é isto que estamos fazendo", destacou.


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