O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou nesta quinta-feira (29) os dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) referentes a dezembro de 2025. Em Londrina, o saldo do mês foi negativo em 2.565 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 8.617 demissões e 6.052 contratações.
Apesar de dezembro, tradicionalmente, ser um mês de resultados negativos, por levar em conta os desligamentos dos trabalhadores temporários do final de ano, este foi o pior resultado para dezembro desde 2020, ano marcado pelos efeitos mais agudos da pandemia da Covid-19, quando o município perdeu 4.136 vagas no último mês do ano.
Apesar do desempenho fraco em dezembro, o resultado acumulado de 2025 é positivo. Ao longo do ano, Londrina gerou 6.577 empregos formais, número 16,7% superior ao registrado em 2024, quando o saldo foi de 5.637 vagas. O município, assim como outras cidades do país, acompanhou a desaceleração típica do mercado de trabalho no fim do ano, mas manteve crescimento no consolidado anual.
Todos os setores da economia de Londrina registraram resultados positivos. O setor de Serviços puxou a alta, com saldo de 4.496, seguido pela Construção Civil (775), Comércio (765) e Indústria (523). Apenas a Agropecuária teve um desempenho mais tímido no município, com saldo de 18 postos de trabalho.
Estado
O Paraná fechou o ano de 2025 como o maior empregador da região Sul e o quarto maior do Brasil, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foram 80.665 novas vagas com carteira assinada criadas no Estado no ano passado, o que equivale a 43,3% de todos empregos formais abertos no último ano no Sul.
Apenas estados mais populosos tiveram saldos de vagas mais altos do que o Paraná. São Paulo atingiu saldo de 311.228 postos, Rio de Janeiro abriu 100.920 vagas e a Bahia 94.380. Na região Sul, foram 186.126 novas vagas, com saldo de 59.184 novos empregos em Santa Catarina e 46.277 no Rio Grande Sul. O Brasil terminou o ano com saldo de 1.279.498 postos de trabalho.
O saldo positivo do Paraná é resultado da diferença entre as 2.037.949 admissões e 1.957.284 desligamentos feitos no período. Com o resultado positivo, o Paraná terminou 2025 com um estoque de 3.299.272 pessoas trabalhando com carteira assinada.
BRASIL
Pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia, a criação de empregos formais caiu no Brasil em 2025. Os dados divulgados apontam que 1.279.498 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no ano passado.
O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo é 23,73% menor em relação a 2024, quando o país tinha criado 1.677.575 empregos. Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Apenas em dezembro, mês tradicionalmente marcado por demissões, foram eliminados 618.164 empregos, 11,29% a mais em relação ao mesmo mês de 2024. No mesmo mês do ano anterior, tinham sido fechados 555.430.
Em relação aos meses de dezembro, o total foi o pior desde dezembro de 2020, quando foram eliminadas 156.243 vagas. A mudança da metodologia do Caged não torna possível a comparação com anos anteriores a 2020.
Setores
Mesmo com a queda em dezembro, na divisão por ramos de atividade, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em 2025. Serviços: 758.355 postos; Comércio: 247.097; Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 144.319; Construção civil: 87.878; Agropecuária: 41.870.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com a abertura de 318.460 postos formais. A categoria de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais abriu 194.903 vagas.
Na indústria, o destaque positivo ficou com a indústria de transformação, que contratou 114.127 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou o segmento de água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, que abriu 14.346 vagas. A indústria extrativa abriu 9.554 vagas em setembro.
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais no ano passado.Sudeste: 504.972 postos; Nordeste: 347.940; Sul: 186.126; Centro-Oeste: 149.530; Norte: 90.613.
Na divisão por unidades da Federação, todas registraram saldo positivo em 2025. Os destaques na criação de empregos foram São Paulo (+311.228 postos); Rio de Janeiro (+100.920) e Bahia (+94.380).
Os menores saldos de criação de emprego foram registrados no Tocantins (+7.416 postos); Acre (+5.058) e Roraima (+2.568).