Economia

Marco Maciel não concorda com previsão do FMI para o Brasil

19 nov 2001 às 16:29

A redução drástica do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgada no domingo, da projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2002 de 3,5% para 2% não assustou empresários e representantes dos governos do Brasil e Alemanha presentes no Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2001, que está sendo realizado em Curitiba. Em seus discursos na abertura do evento, todos disseram que continuam apostando em um crescimento de até 3,5% em 2002.

O vice-presidente Marco Maciel mostrou-se otimista com relação ao futuro do País. "O Brasil é surpreendente. Apesar das dificuldades que atravessamos, como a crise energética, incertezas do comércio internacional, a crise argentina, ainda vai terminar o ano crescendo com taxa elevada". Sua expectativa é que o Brasil encerre este ano com crescimento de 2,5 a 3% no PIB, o que "certamente sinaliza para crescimento maior em 2002".


Maciel também justificou seu otimismo com a taxa da inflação, que deve ficar nos níveis previstos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e melhorias na balança comercial. Como impulso na exportação, ele citou a safra agrícola de 2001, que chegou a 98 milhões de toneladas, com perspectivas de ultrapassar as 100 milhões de toneladas em 2002, de modo a fechar o ano com superávit na balança comercial. "Isto também significa melhorar a dieta alimentar do nosso povo e gerar emprego, além de ajudar o saldo da balança", afirmou.


O País também espera que os investimentos estrangeiros continuem no País nos próximos anos. Este ano, de acordo com o vice-presidente, os investimentos estrangeiros devem ficar em torno de US$ 20 milhões. Segundo o chefe da delegação dos empresários alemães no Encontro, Jurgen Harnisch, apesar de toda crise mundial em 2001, o Brasil está sabendo contornar seus problemas. "É o reconhecimento de que o País está controlando seus gastos públicos e controlando a inflação", afirmou.

Sobre o Mercosul, Marco Maciel falou, ainda, que é natural que, em um processo de integração, enfrente-se crises. "A União Européia está se consolidando depois de 50 anos de tratativas", disse, ressaltando que o Mercosul tende a se consolidar. Para isso, ele espera não apenas o crescimento interno, mas também a incoproração de novos membros, com possibilidade de se constituir um mercado comum entre os países da América do Sul.


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