A recuperação da economia neste ano, prevista para crescer entre 4% e 4,5%, deverá ter reflexos positivos na oferta de vagas de emprego no Paraná. Apesar do Ministério do Trabalho ainda não ter divulgado os números regionais do emprego formal, o Departamento Intersindical de Estatísticas Econômicas e Sociais (Dieese), de Curitiba, estima aumento 1,5 mil e 1,8 mil empregos no Estado em janeiro deste ano.
No mesmo período do ano passado, o número foi de 1,2 mil, quebrando um jejum de saldos negativos desde janeiro de 96, quando 6,2 mil empregos foram eliminados.
O Ministério do Trabalho divulgou, na última sexta-feira, os números do emprego formal no Brasil. Em janeiro deste ano foram criados 48.796 postos de trabalho, contra os 31.198 de janeiro de 2000. Mas não detalhou os dados regionais.
Ao longo do ano passado, foram gerados cerca de 27 mil empregos no Paraná. Destes, 19 mil na região metropolitana de Curitiba e oito mil no interior.
Em Londrina, houve um crescimento de 32% na oferta de vagas em janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, na Agência do Trabalhador. Foram 578 vagas de emprego contra 437 vagas em 2000. No mês passado, a agência ofertou 575 vagas - o que significou um aumento de 45% em relação ao número de fevereiro de 2000 (de 396 vagas).
Segundo o professor da Universidade Livre do Trabalho em Curitiba, Décio Luiz Farias, o setor que mais gerou empregos no Paraná no ano passado foi o de serviços, com 16.091 novos postos de trabalho, seguido pela indústria de transformação, que gerou 8.466 vagas, e do comércio, com 7.548. Já na administração pública (servidores contratados pela CLT) foram fechados 2.358 postos e, na agropecuária, 1.866 vagas.
* Leia mais em reportagem de Cláudia Lopes na edição da Folha de Londrina/Folha do Paraná deste sábado