Economia

Metalúrgicos param greve na Chrysler

01 fev 2001 às 15:10

Os 250 funcionários da unidade da Crhysler em Campo Largo (Região metropolitana de Curitiba) decidiram voltar ao trabalho, mesmo sem a garantia de manutenção do emprego que vinham exigindo. Na terça-feira, depois que a direção mundial da Chrysler anunciou que encerraria a produção de picapes Dakota em Campo Largo e fecharia cinco unidades em todo o mundo, os metalúrgicos fizeram piquete e não trabalharam.

"O primeiro passo já foi dado, agora vamos continuar falando com o governo federal e estadual para evitar as demissões", disse o presidente da Federação dos Metalúrgicos do Paraná, Claudio Gramm.


Segundo Gramm, a única manifestação oficial da direção da indústria foi dirigida ao Ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, na tarde de terça-feira. O Ministro teria recebido a garantia de que nos próximos 90 dias não haverá demissões na Chrysler de Campo Largo.


A Força Sindical conseguiu de Dornelles o compromisso de marcar uma audiência com diretores da Chrysler no Brasil e representantes dos trabalhadores. "A data da audiência depende da agenda do ministro da Indústria e Comércio, Alcides Tápias, que também participará da reunião, mas queremos que seja o quanto antes", afirma.


De acordo com o sindicalista, a qualquer nova manifestação do governo ou da direção da empresa os funcionários podem voltar a paralisar as atividades. Em assembléia, nesta quinta-feira pela manhã, os metalúrgicos aprovaram a representação regional da Federação e nacional da Força Sindical. De acordo com Gramm, os trabalhadores não confiam no sindical local, que é o representante oficial.


A fábrica de Campo Largo ainda não teria encerrado as atividades porque não completou os 48 meses de atividade previstos no protocolo de intenções. Se isso acontecesse antes de abril de 2001, a Chrysler teria que pagar em cota única os valores de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido nos últimos 4 anos.

"A empresa e o governo estão preocupados em não arcar com os prejuízos financeiros, mas nós temos interesse em evitar o impacto social no município de Campo Largo", completa Gramm.


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