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Modelagem da Copel deve sair em 90 dias

Redação - Folha do Paraná
04 mai 2001 às 17:24

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O governo do Estado assinou ontem os contratos com a empresa Booz Allen & Hamilton e o consórcio Diamante, encarregados de fazer a avaliação e a modelagem do processo de desestatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel). O preço mínimo das ações do governo que serão leiloadas deverá ser apresentado dentro de 90 dias.

Os contratos foram assinados pelo governador Jaime Lerner, pelo secretário de Estado da Fazenda, Ingo Henrique Hubert, pelo vice-presidente e pelo diretor da Booz Allen & Hamilton, Luiz Vieira e Sérgio Menezes, e pelo gerente do Dresdner Kleinwort Wasserstein Bank, Marcelo Torres.

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A equipe de sete técnicos da Booz Allen começa a trabalhar em Curitiba já na próxima segunda-feira, informa o vice-presidente da empresa. Vieira disse que dentro de 90 dias a Comissão Executiva, nomeada pelo governador Jaime Lerner para acompanhar as atividades dos advisers, estará recebendo da empresa o relatório com o preço mínimo da Copel.


Os executivos do Dresdner - que lidera o consórcio Diamante - acreditam que levarão o mesmo tempo para apresentar a sua avaliação. Os trabalhos do consórcio, contudo, se estenderão por mais 120 dias, pois compreendem a estruturação do processo de privatização da Copel. Liderado pelo banco Kleinwort Dresdner, o grupo tem em sua composição o Banco Fator, a Fator Projetos e Assessoria, o escritório Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados e a JP Engenharia.


Como os prazos estabelecidos em leilão são máximos e algumas das atividades dos consórcios avaliadores poderão ser executadas em paralelo, o secretário da Fazenda estima que o leilão do controle acionário da Copel deverá acontecer até outubro.


A decisão de fazer duas avaliações atende ao princípio da transparência, segundo explica o secretário. "Na desestatização do Banestado o governo adotou a mesma medida e acreditamos que este foi um dos fatores que proporcionou o ágio recorde de 303%", observa Hubert.


A Booz Allen & Hamilton receberá R$ 749 mil para executar o serviço "A", que corresponde à avaliação da Copel. O valor pedido é 25% inferior ao teto de remuneração estabelecido no edital, de R$ 1 milhão.


O consórcio Diamante receberá R$ 543 mil para prestar o chamado serviço "B", que compreende uma segunda avaliação da Copel e a modelagem do processo de venda. Terá direito, também, a uma comissão de êxito de 0,16% sobre o preço final de venda (o máximo era 0,20%).

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O Governo do Estado detém 31,1% do capital total da Copel. Os demais 68,9% estão pulverizados entre milhares de investidores: 43,4% estão nas mãos de aplicadores em bolsa; 24,4% em poder do BNDESpar - empresa de participações do governo federal; 0,6% pertencem à Eletrobrás e 0,5% a outros investidores.


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