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Carga tributária

No Brasil, alimentos embutem até 18% de impostos

Simone Albieri - Folha News
11 jul 2005 às 16:56

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Folha News/Arquivo
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O Brasil é o país que mais cobra impostos no setor de alimentos num ranking de 15 países ricos e emergentes. A média da carga tributária nacional embutida nos preços atinge 18,35% - se considerados ICMS, PIS e Cofins, que correspondem a quase 70% do peso dos tributos.

Na Argentina, onde a taxa já é alta, os impostos comem 17,44% no valor dos produtos. A carga brasileira é quase o dobro da americana - 9,75%. Na Colômbia é ainda mais baixa: 7,91%. As conclusões são da pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

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Pelas contas do instituto, se considerados todos os tributos do setor, incluindo Imposto de Renda, contribuição social, IPI, INSS e CPMF, a carga tributária do Brasil é ainda mais pesada, chegando a 26,52%. Perde apenas para a da Suécia (27,14%) - que tem três vezes e meia a renda per capita brasileira.


Brasília, por exemplo, tem política de isenção de impostos para produtos da cesta de alimentos e medicamentos.


Diante de tantos impostos, os mais pobres ficam sem condições de melhorar seu consumo de nutrientes e o País não consegue otimizar seu mercado interno.

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A isenção de tributos sobre os alimentos reduziria a população indigente de 11 áreas urbanas brasileiras em 24,2%. E ainda em 7,1% o número de pobres dessas regiões. É oque mostra a pesquisa do Ipea, que analisou o impacto da carga tributária sobre alimentação com base em dados do IBGE.


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