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Sob efeitos da crise

À beira da falência, laticínio pede recuperação judicial

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33
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A Indústria de Alimentos Nilza, uma das maiores produtoras de leite longa vida e de laticínios do País, comunicou que ingressou nesta sexta-feira (27) com um pedido de recuperação judicial, distribuído à 4ª Vara Cível de Ribeirão Preto (SP), onde fica sua sede.

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No comunicado, a companhia informa que "sofrendo os efeitos da grave crise financeira mundial, que afeta fortemente as empresas brasileiras, a Nilza, após várias tentativas de renegociação com instituições financeiras credoras, teve como única saída impetrar o pedido de recuperação judicial".

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A Nilza informa ainda que a atitude visa superar "a crise econômico-financeira que está enfrentando, o que lhe permitirá a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que preservará os interesses dos credores".


Em dezembro do ano passado, o dono da Nilza, Adhemar de Barros Neto, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que a dívida da companhia era de R$ 200 milhões, parte dela oriunda da aquisição da mineira Montelac. Na operação, R$ 120 milhões foram aportados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES), que passou a ter 35% da empresa, de acordo com o empresário. À época, Neto disse ainda que tinha utilizado recursos próprios repor o capital de giro da empresa e que renegociara R$ 13 milhões com fornecedores.


Procurada hoje pela reportagem, a empresa não se manifestou sobre o valor do endividamento e não confirmou as demissões que ocorreram nas duas unidades da companhia - em Ribeirão Preto e em Itamonte (MG) - de acordo com fontes da Nilza ouvidas pela Agência Estado. "Trata-se de um esforço para minimizar os impactos sociais que a crise financeira representa, uma vez que hoje dependem da Nilza mil empregados diretos, 10 mil empregos indiretos, 30 representantes comerciais, 17 distribuidores e 50 vendedores dos distribuidores", informou.

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No documento a diretoria da Nilza informa ainda que "espera contar com o apoio de todos no esforço para a normalização financeira e recondução da empresa no rumo do pleno desenvolvimento empresarial", conclui.


A antiga Leites Nilza foi adquirida por Neto em 2005 após enfrentar uma crise quando era administrada por um pool de cooperativas paulistas e mineiras. Após investimentos e lançamento de produtos, a Nilza voltou ao mercado e respondia por cerca de 15% das vendas de leite longa vida de São Paulo. No início deste ano, com a nova crise, fechou a unidade adquirida em agosto de 2008 da Montelac em Campo Belo (MG) e alegou ser uma medida estratégica.



Ribeirão Preto, SP - A Indústria de Alimentos Nilza, uma das maiores produtoras de leite longa vida e de laticínios do País, comunicou que ingressou hoje com um pedido de recuperação judicial, distribuído à 4ª Vara Cível de Ribeirão Preto (SP), onde fica sua sede. No comunicado, a companhia informa que "sofrendo os efeitos da grave crise financeira mundial, que afeta fortemente as empresas brasileiras, a Nilza, após várias tentativas de renegociação com instituições financeiras credoras, teve como única saída impetrar o pedido de recuperação judicial".
A Nilza informa ainda que a atitude visa superar "a crise econômico-financeira que está enfrentando, o que lhe permitirá a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que preservará os interesses dos credores".


Em dezembro do ano passado, o dono da Nilza, Adhemar de Barros Neto, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que a dívida da companhia era de R$ 200 milhões, parte dela oriunda da aquisição da mineira Montelac. Na operação, R$ 120 milhões foram aportados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES), que passou a ter 35% da empresa, de acordo com o empresário. À época, Neto disse ainda que tinha utilizado recursos próprios repor o capital de giro da empresa e que renegociara R$ 13 milhões com fornecedores.


Procurada hoje pela reportagem, a empresa não se manifestou sobre o valor do endividamento e não confirmou as demissões que ocorreram nas duas unidades da companhia - em Ribeirão Preto e em Itamonte (MG) - de acordo com fontes da Nilza ouvidas pela Agência Estado. "Trata-se de um esforço para minimizar os impactos sociais que a crise financeira representa, uma vez que hoje dependem da Nilza mil empregados diretos, 10 mil empregos indiretos, 30 representantes comerciais, 17 distribuidores e 50 vendedores dos distribuidores", informou.


No documento a diretoria da Nilza informa ainda que "espera contar com o apoio de todos no esforço para a normalização financeira e recondução da empresa no rumo do pleno desenvolvimento empresarial", conclui.

A antiga Leites Nilza foi adquirida por Neto em 2005 após enfrentar uma crise quando era administrada por um pool de cooperativas paulistas e mineiras. Após investimentos e lançamento de produtos, a Nilza voltou ao mercado e respondia por cerca de 15% das vendas de leite longa vida de São Paulo. No início deste ano, com a nova crise, fechou a unidade adquirida em agosto de 2008 da Montelac em Campo Belo (MG) e alegou ser uma medida estratégica.


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