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Elevação de 145%: em 2007, 11 pessoas morreram em Londrina em decorrência de acidentes de trabalho; em 2008 o número saltou para 27 - Arquivo/Folha de Londrina
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Aumento de 145%

Acidentes de trabalho matam mais em Londrina

Eli Araujo/Equipe Folha
31 dez 1969 às 21:33
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As notificações por mortes em acidentes do trabalho em Londrina aumentaram 145% no período de um ano. Em 2008 foram registradas 27 ocorrências de vítimas fatais por acidentes de trabalho no município contra 11 registros no ano de 2007. O levantamento foi apresentado pela médica Mara Ribeiro, que é especialista em Medicina do Trabalho, e coordenadora da Comissão Municipal de Saúde do Trabalhador em Londrina.

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A médica acredita que o percentual tão alto de vítimas fatais no ano passado se deve à falta de registros específicos em anos anteriores. ''Há um ano os estabelecimentos de saúde, o próprio IML e o Siate começaram a perceber, identificar e a notificar mais esses óbitos''.

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Mas o número de vítimas fatais é ainda maior quando a conta engloba também as pessoas procedentes de outras cidades que foram vítimas de acidentes de trabalho e trazidas para atendimento em Londrina, onde vieram a falecer. Somente nestes casos, foram registradas 11 ocorrências. Mara acredita que esta estatística poderia ser reduzida se as medidas de prevenção fossem melhor observadas.


Os acidentes fatais mais comuns são os choques elétricos, quedas, objetos que atingem os trabalhadores e os acidentes no percurso entre a casa e o trabalho. E de acordo com a médica, alguns destes acidentes aconteceram por excesso de confiança das vítimas na execução de suas tarefas. ''A prevenção é um trabalho difícil porque as pessoas precisam mudar seus hábitos. A partir do momento que elas pensam que isto pode acontecer com elas, vão adotar medidas de segurança que são importantes para a preservação de sua saúde, e de suas vidas''.


A médica lembra ainda que os acidentes de trabalho não podem ser analisados de forma isolada, porque eles causam um prejuízo social muito grande. ''Boa parte do PIB é gasta na reabilitação de pessoas que sofrem acidentes de trabalho. Enfim, toda a sociedade tem um prejuízo na ordem de R$ 10 bilhões por ano com estes tipos de acidentes no Brasil''.

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Mara é responsável pela organização da 4 Semana Municipal de Saúde e Segurança dos Trabalhadores, que começou segunda-feira e termina amanhã com a realização de várias atividades, inclusive ginástica laboral para operários da construção civil em algumas obras na cidade. Ontem pela manhã, as pessoas que transitavam pelo Calçadão, área central, receberam informações sobre as várias formas de prevenção de acidentes no trabalho e também puderam verificar a pressão arterial.


Lesões


A fisioterapeuta Evelize Araújo, que estava na barraca montada pela Unopar no Calçadão, diz que 75% dos registros de acidentes de trabalho estão relacionados a Lesões por Esforços Repetitivos. Ela explica que a LER é um estágio mais avançado da lesão e que a nomenclatura mais correta e que se manifesta com maior frequência são os DORTs - Distúrbios Osteomusculares Relacionados a Trabalho, cujos sintomas quase sempre são ignorados pelos trabalhadores. ''No dia a dia, a pessoa sente uma dorzinha ou uma sensação de dormência e não dá bola. Ela toma um remédio mas a dor aumenta, indicando que há um processo inflamatório mais sério que pode chegar a uma lesão irreversível, e que dificulta o retorno às atividades normais de trabalho''.

Evelize apresenta algumas sugestões que podem reduzir a incidência das lesões: trabalhar com uma postura mais correta, manter sempre a postura vertical evitando a inflexão do tronco, observar a altura do monitor quando for digitar, usar encosto de antebraço, usar uma cadeira que não comprima os membros inferiores e se prevenir com a ginástica compensatória.


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