Funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) iniciaram à 0h desta quarta-feira (31), em 63 aeroportos de todo o País, uma greve nacional para protestar, entre outras questões, contra a proposta de acordo coletivo feita pela empresa à categoria.
No Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), cerca de 120 profissionais que atuam no pátio, no terminal de cargas e nas áreas administrativa e de engenharia realizaram um "apitaço" na manhã de hoje no saguão principal.
De acordo com o diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) Wilson Vieira de Souza, a adesão no terminal foi de 80% dos mais de 300 funcionários. A expectativa é que haja nova mobilização no período da tarde, quando está marcada uma assembleia para definir os rumos do movimento. "Até agora, não nos chamaram para conversar. Reivindicamos um reajuste de 16%. Mas além do acordo coletivo, queremos o plano de cargos e salários e somos contrários à privatização", afirmou. Segundo ele, a proposta oferecida pela companhia é de 6,49%.
Souza informa que, como a Infraero não tem aviões, a realização da greve não significa que haverá atrasos ou cancelamentos nos voos marcados. "Podem acontecer, como consequência. Mas a intenção não é causar transtornos. Quem pode informar são as companhias aéreas".
Segundo a Infraero, dos 45 voos marcados para até as 12h no Afonso Pena, três (6,7 %) foram cancelados e seis (13,3%) registraram atrasos superiores a 30 minutos. Já em Londrina, dos dez voos programados, apenas um foi cancelado. O sindicato não soube informar quantos funcionários da cidade tinham aderido à mobilização.
Em nota, a empresa informou que respeita a manifestação dos seus empregados e das entidades trabalhistas e que possui um plano de contingenciamento para ser aplicado em caso de necessidade. "Esse plano inclui o remanejamento de empregados, tanto do quadro administrativo como do de escala, de forma a reforçar as equipes nos horários de maior movimento de passageiros e aeronaves, envolvendo ainda os demais agentes que atuam nos aeroportos", diz trecho do documento.
A companhia orienta aos passageiros que consultem suas empresas aéreas para saber sobre a situação dos voos. " A empresa esclarece ainda que os salários dos empregados estão em dia e que negocia com o sindicato para se chegar a um acordo coletivo que atenda aos interesses do corpo funcional e da Infraero. Dessa forma, não procede a informação de que há salários atrasados e redução de benefícios e qualquer afirmação nesse sentido tem o objetivo de confundir a sociedade", completa a nota.