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Especializada

Agroindústria paranaense deve apostar na capacitação

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33
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A agroindústria paranaense inicia o ano em transição. Em 2008, o setor foi responsável pela maioria das contratações formais no estado. No entanto, em decorrência da crise internacional, fechou o ano com uma acentuada queda no número de empregos. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, a indústria de transformação do Paraná demitiu 25,4 mil trabalhadores.

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No início de fevereiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o relatório da produção industrial no país nos últimos meses de 2008. Além do alto número de demissões, o setor de alimentos nacional teve queda de 4,3% em dezembro, comparado com novembro.

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Segundo Luiz Gustavo Lacerda, coordenador dos cursos de especialização em Biotecnologia da Universidade Positivo, de Curitiba (PR), diante da crise, a indústria do Paraná vivencia um novo cenário, no qual a capacitação específica se torna um grande diferencial.


"O estado acompanha a diminuição nas exportações e a abertura do mercado interno para o consumo dos produtos paranaenses, entre eles o milho, a soja, o feijão e outros. Esta mudança de mercado reflete no preço desses itens nas prateleiras, que diminuem e estimulam o consumo interno", comenta.


"Frente a isso, a indústria de transformação depende de um incremento constante da produtividade e da obtenção de novos produtos com valor agregado, o que só é possível com a união da ciência acadêmica e a tecnologia representada pela própria indústria. Por isso a figura do especialista se faz necessária, principalmente, em épocas de crise", salienta o coordenador da UP.

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Indústria sucroalcooleira
Para Lacerda, o que importa discutir no atual cenário são os efeitos da crise em outros setores da economia paranaense, entre eles o sucroalcooleiro. "O Paraná é segundo maior produtor nacional de cana-de-açúcar, com maior parte da produção concentrada no Norte do estado. No atual contexto econômico, os biocombustíveis são os protagonistas quando se fala em crise de alimentos", revela.


Uma das grandes questões sobre o tema é saber se a produção de etanol pode prejudicar a produção de alimentos no mundo. O especialista explica que, de um ponto de vista global, é possível que sim, mas não é o caso do Brasil. "A cana-de-açúcar é o nosso principal recurso para a produção de biocombustível, diferentemente dos Estados Unidos e de países da Europa, que utilizam milho, beterraba, e outras fontes semelhantes para este fim".


Previsões do Ministério das Minas e Energia (MME) colocam o Brasil em posição confortável. A demanda por etanol de cana-de-açúcar continuará em ascensão nos próximos dez anos, devendo atingir um crescimento de 150% no período. Se a expectativa for confirmada, a produção brasileira de etanol dará um salto de 25,5 bilhões de litros ao ano, em 2008, para 63,9 bilhões de litros, em 2017. Sendo assim, o etanol passará a representar 80% dos combustíveis líquidos utilizados em veículos leves no Brasil na próxima década.

A independência brasileira na produção de biocombustível tem conseqüências para a atual estrutura econômica. No Paraná, um dos principais estados no cultivo de feijão do país, inicia-se uma tendência dos produtores de plantar milho, que possui preços – e compradores – mais vantajosos no mercado internacional. Isso afeta, além do preço do próprio feijão, a sua presença nas prateleiras. "Na atual conjuntura, é mais interessante a conversão da área de produção de feijão em terra para cultivo do milho, que possui melhores preços para exportação, em função da escalada provocada pelo etanol americano", comenta Lacerda. "O que se espera nos setores de alimento e sucroalcooleiro é a amenização da crise que poderá ocorrer no segundo semestre deste ano. Até então, uma saída é trabalhar diluindo o custo fixo, sem formar estoques, e procurar uma gestão da produção mais enxuta, buscando atender às vendas", finaliza.


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