As farmácias de Londrina assumiram o compromisso de baixar o preço do álcool em gel durante reunião realizada ontem à tarde na sede do Ministério Público. Os representantes de seis redes de farmácia e de farmácias de manipulação foram chamados para prestar esclarecimentos à Promotoria de Defesa do Consumidor e ao Núcleo Municipal de Defesa do Consumidor, após um levantamento que constatou um aumento de até 800% em produtos que se tornaram prioridade em função da pandemia da gripe A.
As farmácias justificaram que houve apenas repasse de preços aos produtos ou matérias-primas fornecidos pelos distribuidores. Houve também um acordo para que as farmácias apresentem, em 15 dias, as notas de seus fornecedores para justificar os aumentos.
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O diretor comercial da rede de farmácias Vale Verde, Rubens Benedito Augusto, explicou que um frasco de álcool em gel com 120 mililitros, que chegou a ser vendido por até R$ 13,00, está agora por R$ 7,50. "No nosso caso, estamos negociando com o fornecedor para manter esse preço", afirmou. E o advogado Rafael Ramos, que representou uma farmácia de manipulação, disse que "a conversa foi tranquila" e que os estabelecimentos não foram pressionados a baixar os preços. Segundo ele, o Ministério Público manifestou também preocupação com a qualidade do produto que chega ao consumidor.
O coordenador do Procon em Londrina, Marco Antonio Cito, disse que sentiu uma boa vontade de parte das farmácias em reduzir o preço do álcool em gel e de outros produtos que passaram a ser usados com maior frequência por causa da nova gripe. "Houve um compromisso de todos para redução de preços e na prática a gente comprovou que isto já vem acontecendo''. Ele reafirmou que as farmácias serão multadas ou poderão sofrer processo criminal ''se houver aumento abusivo de preços".